Educação

12 de Maio de 2017 - 10:05

Intransigente, Governo Doria impõe regras piores no PDE

Proposta aumenta o desconto por licenças médicas e por evasão escolar

A proposta do governo ficou clara na mesa de negociação da educação: não é negociar. Autoritariamente, os representantes de SME impuseram às entidades uma mudança radical nas regras do PDE.

Pelas novas regras propostas o peso da licença médica no desconto aumentou 50 vezes. A pontuação de cada de dia de licença que equivalia a 0,01 pontos passará a 0,5. Ou seja, se um trabalhador da educação precisava de 100 dias para ser punido com um desconto, na nova regra bastam 2 dias de licença médica. Também o critério sobre ocupação escolar (matrículas/vaga) passou de 10% para 40% do total do prêmio. Como o peso de ausências por FA, FI ou FJ aumenta de forma que hoje, até 4 ausências não levam ao desconto. Na nova regra imposta, basta um dia de ausência.                        

O governo, extremamente autoritário, disse que somente aceitava discutir o peso da ocupação escolar, uma armadilha para as entidades, pois se propuséssemos a redução do peso da evasão escolar, aumentaríamos automaticamente o peso das licenças e demais ausências. Todas as entidades se recusaram a discutir a questão. Não se trata de um processo de negociação, mas de uma tentativa de usar a mesa para legitimar propostas autoritárias de quem não quer discutir nada. O Sindsep expôs na mesa a contradição da gestão Doria que está propondo um Grupo de Trabalho para discutir saúde do trabalhador, ao mesmo tempo que pune o servidor que adoece e está de licença, salientando que o professor é o segundo cargo na prefeitura que mais sofre adoecimento, com índices inferiores somente ao dos GCMs.

Trata-se de um governo que demonstrou tratar o processo de negociação com hipocrisia.

Doria, na hora da crise, é corajoso para tirar leite de criança e punir professor doente, mas incapaz de cobrar devedores da Prefeitura como o Itaú e o Santander, que juntos devem mais de 6 bilhões aos cofres. Doria faz em São Paulo, o que Temer faz no Brasil. A população e os servidores é que devem pagar as contas e garantir a manutenção da boa relação do governo com os empresários e banqueiros.