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Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Minicípio de São Paulo

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08/06/2017 - 12:04

0,01% só será revertido pela pressão dos servidores

Assembleia Geral - Campanha Salarial 2017

21 de junho às 14 horas.

Centro de Formação 18 de Agosto - Rua Barão de Itapetininga, 163, 2º andar, República

 
 
 
0,01% só será revertido pela pressão dos servidores

O prefeito João Doria deixou claro que não pretende negociar com os servidores e rejeitou as reivindicações dos trabalhadores. Seu governo respondeu na mesa do SINP (Sistema de Negociação Permanente) que irá manter a política de 0,01%, tanto para 2016, quanto para 2017. O governo só propôs aumento no Auxílio Refeição e Vale Alimentação, que equivaleria a 3,5%, ou 61 centavos por dia no AR, ou ainda R$ 11,00 no VA por mês.

A posição do governo de não repor perdas, prejudica especialmente os Agentes de Apoio e AGPPs, que tem os salários mais baixos da Prefeitura e que desde 2014 não tem reposição de salários ou tabelas como GCM, Educação, Saúde e Nível Universitário. O governo só aceita negociar o índice do AR e do VA se as entidades aceitarem o 0,01%. Os outros pontos também preocupam muito.

O governo quer fazer Grupos de Trabalho para discutir o Sampaprev e "revisão da Previdência Municipal" preocupado com o "déficit". Já vimos o que está acontecendo no Rio e em outros estados e cidades. Quer discutir Saúde do Trabalhador, mas já está desmontando as unidades descentralizadas do DESS. E ainda fala de "revisão de carreiras", após ter dito que ganhamos demais nas reestruturações a partir de 2014. Lembrem-se que no plano de governo de Doria prevê remuneração de servidor por meritocracia (gratificações).

Com a desculpa da crise e rombo no orçamento, assim como o governo Temer, Doria quer passar a conta para os servidores, aposentados e para a população com cortes em gastos no serviço público. Segundo estudo do orçamento pelo Dieese solicitado pelo Sindsep, não foi identificado tal rombo que Doria vem alardeando à imprensa. Enquanto isso, o "gestor", ao invés de cobrar do Itaú e do Santander, que juntos devem mais de R$ 6 bilhões à Prefeitura, retira recursos nos serviços públicos e demonstra truculência em episódios como da Cracolândia e da Cultura. Não há compromisso com o povo ou com servidores, somente com o empresariado.

Só a pressão dos trabalhadores poderá enfrentar e reverter essa lógica. O Sindsep realizará no dia 21 de junho, às 14 horas, no seu Centro de Formação, nova Assembleia Geral de Campanha Salarial 2017. Vamos decidir a participação dos servidores na greve geral do dia 30 de junho, não só contra os ataques do governo Temer, mas para pressionar o prefeito. Devemos, além de lutar contra o 0,01%, impedir qualquer perda de direito, seja na previdência municipal, seja por retrocesso nas nossas carreiras.

Nenhum Direito a Menos!

PAUTA GERAL

Pauta Municipal Revisão geral de 15,8% (2017), minimamente para todos os servidores;

Mudança na Lei Salarial, com inclusão de reajustes anuais superiores à inflação;

Não às privatizações e terceirizações no serviço público;

Reposição salarial nas carreiras dos níveis básico e médio, 26,8% (2014 a 2016);

Isonomia salarial para os trabalhadores Admitidos;

Política permanente de reposição salarial dos Aposentados;

Melhoria das condições de trabalho para garantia da qualidade dos serviços;

Ampliação dos Concursos públicos e imediata nomeação dos concursados já aprovados;

Retorno do HSPM para o atendimento exclusivo aos servidores;

Aumento nos valores e mudança no cálculo de benefícios;

Retirada do PL 621/2016 que institui a previdência complementar pelo Sampaprev.

 

 

CENTRAIS CONVOCAM GREVE GERAL EM 30 DE JUNHO

DATA SERÁ REFERENDADA POR CATEGORIAS NOS ESTADOS;

ESQUENTA DA PARALISAÇÃO SERÁ DIA 20

A CUT e as demais centrais sindicais se reuniram na manhã desta segunda-feira (5) e indicaram 30 de junho como a data da próxima Greve Geral. A data será referendada por categorias em plenárias e assembleias estaduais. 

A preparação começa imediatamente e o esquenta, com participação de todos os estados, está marcado para o próximo dia 20, com panfletagem e diálogo com a população pela manhã, e atos durante a tarde.

A expectativa diante do agravamento da crise no governo do ilegítimo Michel Temer (PMDB) é de que o movimento supere a Greve Geral do dia 28 de abril, aponta o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

“Primeiro as categorias devem referendar o dia 30. E o dia 20 será a preparação para o dia da Greve Geral, uma grande mobilização nacional com protestos, ações em todas as capitais, assembleia nas portas de fábrica, paralisação de lojas, bancos, comércios, enfim, uma grande manifestação criando condições para a Greve Geral do dia 30”, afirma.

 

Além da luta contra as reformas trabalhista e previdenciária, Nobre ressalta que as mobilizações ganham o 'Fora Temer' como ingrediente importante ao lado da bandeira por Diretas Já. O dirigente indica, contudo, que a agenda pode mudar de acordo com a conjuntura política.

"Se o Congresso Nacional, mesmo com tudo que temos feito, resolver antecipar a votação das reformas, vamos antecipar também as mobilizações. Não vamos permitir que votem contra a vontade do povo brasileiro. A classe trabalhadora irá reagir", sinaliza. 

Também presente no encontro, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, disse que a articulação da categoria para integrar os protestos já começa a ser planejada.

"A mobilização dos trabalhadores definirá o rumo do país, se Temer fica e se, caindo, teremos escolha democrática com participação do povo. O clima nas bases é de transformar esse mês de junho num período de resistência. Faremos assembleias nas portas de fábrica e participaremos do ato unificado no dia 20 porque percebemos que o sistema político está tentando operar com ou sem Temer e, por isso, temos de fazer luta pelo Fora Temer, contra as reformas e  por Diretas Já que nos permitirão não só resistirmos às reformas, mas também colocarmos o Brasil nos trilhos", afirma. 

Leia, abaixo, a nota na íntegra.

Unidade e luta em defesa dos direitos

As centrais sindicais, (CUT, UGT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas, Intersindical, CSB e A Pública- Central do Servidor), convocam todas as suas bases para o calendário de luta e indicam uma nova GREVE GERAL dia 30 de junho.

As centrais sindicais irão colocar força total na mobilização da greve em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e previdenciária, contra a terceirização indiscriminada e pelo #ForaTemer.

Dentro do calendário de luta, as centrais também convocam para o dia 20 de junho – O Esquenta Greve Geral, um dia de mobilização nacional pela convocação da greve geral.

Ficou definido também a produção de jornal unificado para a ampla mobilização da sociedade. E ficou agendada nova reunião para organização da greve geral para o dia 07 de junho de 2017, às 10h na sede do DIEESE.

Agenda

- 06 a 23 de junho: Convocação de plenárias, assembleias e reuniões, em todo o Brasil, para a construção da GREVE GERAL.

- Dia 20 de junho: Esquenta greve geral com atos e panfletagens das centrais sindicais;

- 30 de junho: GREVE GERAL.

CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhares
Força Sindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
Pública - Central do Servidor
UGT – União Geral dos Trabalhadores

 

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