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10 de Outubro de 2017 - 15:10

Doria quer privatizar geral

SP não está à venda! Plebiscito já!

 No dia 1º de setembro, por iniciativa do Sindsep e outras entidades, foi lançado o abaixo assinado de iniciativa Popular que exige um plebiscito oficial sobre as concessões e privatizações que o prefeito Doria (PSDB) pretende fazer na cidade com os equipamentos públicos. O objetivo é recolher 177 mil adesões, para enviar o pedido à Câmara de Vereadores e pressionar para que aprovem a matéria, obrigando que cada proposta de concessão ou privatização seja submetida à consulta popular.

Essa é a batalha da campanha “SP Não Está à Venda”, construída desde o início do ano pela direção do sindicato conforme deliberação da assembleia da categoria e que possibilitou a construção de uma ampla unidade de movimentos populares na cidade para buscar resistir ao processo de ampla privatização, intenção do prefeito.

Até o presente momento mais de 20 mil assinaturas já foram colhidas e a direção do Sindsep tem feito um esforço para fazer uma série de atividades de coleta de assinaturas nos locais de trabalho e nas ruas para mobilizar a população contra a tentativa do prefeito de vender a cidade de SP e serviços públicos.

 

Veja o que está na mira das privatizações

João Doria já enviou para Câmara uma série de projetos que o autorizam a vender ou conceder equipamentos públicos na cidade. Dois deles já foram aprovados, outros seguem tramitando. Muito se fala sobre a venda do Pacaembú, do Autódromo de Interlagos e do complexo do Anhembi (este último, gerador de receitas para a prefeitura inclusive), mas há inúmeras outras possibilidades. Confira:

O sistema de bilhete único: uma das maiores conquistas do povo de SP, o bilhete único pode ser entregue a gestão de uma empresa privada. Além da incerteza do que ocorrerá com o benefício, é com base no sistema de bilhetagem que a prefeitura paga os subsídios às empresas de ônibus. Entregar a uma empresa o sistema que controla o pagamento de dinheiro público a outras empresas é como colocar a raposa pra tomar conta do galinheiro.

Parques, praças e planetários: são algumas das poucas opções gratuitas de lazer do paulistano e podem agora ser concedidos à gestão privada. Há total incerteza sobre o que poderá acontecer? Cobrança de entradas? De estacionamento, de banheiros? Tudo fica a cargo da decisão de Doria, sem qualquer regulamentação.

Mercados municipais: O PL 367 já autorizou a venda do Mercado Central (o famoso mercadão) e do Kanja Yamato, que fica próximo. Os demais serão alvo de outro projeto. O risco é de acabar com a diversidade dos tradicionais mercados da cidade, que, diga-se de passagem são lucrativos, para entregar à grandes empresas, descaracterizando pontos tradicionais da cidade.

Terminais de ônibus e pátios de veículos: tudo na mira das privatizações, dificultando ainda mais a recuperação do sistema de transporte para as mãos da prefeitura, o que é uma necessidade.

Terrenos de até 10 mil m2: o que são áreas gigantescas e objetos de um projeto próprio, o 404. São terrenos que poderiam se transformar em uma creche pública, um hospital, uma UBS ou outro equipamento público para atender o povo e que Doria quer vender, o que pode ampliar o caos.