Notícias

10 de Outubro de 2017 - 12:10

Servidores já estão pagando a conta

Enquanto Temer gasta bilhões com emendas para os parlamentares e anistia a banqueiros e donos de terras, a conta da crise está sendo repassada à população e aos servidores. Por Medida Provisória encaminhada ao Congresso estabeleceu um PDV (Programa de Demissão Voluntária) para os servidores federais alegando “economizar” 1 bilhão por ano. Ou seja, em 15 anos economizará o que gastou só com emendas para os parlamentares salvarem seu pescoço da investigação sobre as denúncias da JBS. O objetivo verdadeiro é acabar com o funcionalismo público federal, reduzindo o número de servidores e não realizando mais concurso público, já que com a EC 95, estão sendo congelados por 20 anos os investimentos em políticas públicas como, por exemplo, educação, saúde e assistência, dentre tantas outras.

Com a crise econômica e a queda na arrecadação que o governo Temer não pretende combater, Estados e Municípios, também ficaram mais endividados. E o governo Federal tem renegociado dívidas, mas em troca os governos estaduais e municipais devem criar PDVs para seus servidores, congelar salários, gratificações, adicionais, benefícios e concursos. Os ataques ao funcionalismo decorrentes do golpe estão chegando a Estados e Municípios, e os servidores estão reagindo para resistir ao desmonte.

Rio de Janeiro

Servidores Estaduais no Rio de Janeiro fazem mobilizações e greve contra governo Pezão (PMDB) por atrasos de salários, calote no pagamento de benefícios, não pagamento do 13º salário e de vantagens funcionais, concursos apenas para servidores temporários, campanha de privatizações, e aumento da alíquota previdenciária e sem reajustes.

Curitiba

Servidores municipais de Curitiba fizeram greve, enfrentaram bomba de gás e truculência policial, e ocuparam a prefeitura para enfrentar o “pacotaço” do Prefeito Rafael Greca (PMN), que aumentou a alíquota de Previdência de 11% para 14%, reduziu vale-transporte, e congelou crescimentos vertical e horizontal no plano de carreira.

Florianópolis

Em Florianópolis, os servidores municipais, enfrentaram os ataques do prefeito Gean Marques Loureiro (PMDB), que além do atraso em pagamentos, mandou à Câmara um projeto de ataque à previdência, mas teve que arquivá-lo após 30 dias de greve.

Rio Grande do Sul

Os servidores estaduais gaúchos também tiveram de fazer greves contra salários parcelados e atrasados pelo governador Ivo Sartori (PMDB).