Saúde

20 de Junho de 2017 - 11:06

Doria corta verbas para a saúde pública

Prefeito descumpre acordo oficial com categoria

Antes de assumir o mandato de prefeito, em dezembro de 2016, o candidato eleito anunciou que o orçamento do município teria um corte de 25%, mas que não iria mexer nos recursos da saúde e da educação.

Em janeiro de 2017, Doria descumpriu sua promessa e congelou R$ 2,6 bilhões nas áreas de Educação e Saúde, transferindo a responsabilidade para o seu antecessor. Na área da saúde, o congelamento foi de R$ 1,38 bilhões (20,7% do total do orçamento da saúde), contingenciamento quatro vezes maior do que o do ano de 2016. Mais uma vez, o prefeito Doria tentou amenizar tais medidas, justificando que o congelamento afetaria somente a compra de materiais e outras despesas, e que não cortaria gastos com pessoal e investimentos: como se a falta de material não prejudicasse a assistência à saúde dos munícipes.

Em maio de 2017, o governo se contradiz e anuncia um corte de  7,2% dos valores assistenciais e institucionais, nos contratos com os parceiros e organizações sociais da saúde, o que resultará na diminuição do quadro de profissionais de todas as categorias, o que poderá ocasionar o  fechamento de unidades de saúde.

O Sindsep-SP está atento aos movimentos do governo municipal, no que se refere as contradições, entre as ações anunciadas e o que de fato se realiza, entendemos ser inaceitável um município com a dimensão de São Paulo, cuja arrecadação, apesar da crise econômica, caiu apenas 0,2%, (até março de 2017), corte 25% do orçamento geral, sendo que 20,7% é do orçamento da saúde.

Para que a Prefeitura de São Paulo está arrecadando mais do que investindo? Estão deixando de investir na assistência a população (que o governo de Doria chama de “gastos”) para pagar dívidas a grandes especuladores? Para onde irá este recurso?

O atual prefeito corta verba na assistência à saúde ao mesmo tempo em que irá gastar R$ 100 milhões com propagandas e publicidade institucionais: isso indica que o bem-estar  e a saúde dos munícipes não é a maior preocupação deste governo.

O Sindsep repudia veementemente a desastrosa ação higienista na “Cracolândia” comandada pelo governo do estado, articulado com o governo municipal, a forma truculenta que os policiais invadiram e abordaram os usuários foi escandalosamente arbitrária e desumana, um verdadeiro escândalo, principalmente aos olhos dos profissionais de saúde, que tem conhecimento que dependência química, mais que uma questão policial é um problema que necessariamente precisar ser resolvido pela saúde pública.