Educação

26 de Setembro de 2022 - 09:09

Biblioteca Chácara do Castelo, com mais 60 anos, está fechada há meses por risco de desabamento

Prefeitura de São Paulo negligencia manutenção desta e de outras bibliotecas para justificar a terceirização dos equipamentos de educação, cultura e lazer

Por Cecília Figueiredo, do Sindsep

 

Placa do equipamento público revela a falta de manutenção da Prefeitura de São Paulo.
 
 
 
A Biblioteca Chácara do Castelo, na Vila Mariana, região sudeste de São Paulo, está fechada há muitos meses devido o risco de desabamento.
 
O equipamento público foi inaugurado em 7 de setembro de 1956, no Jardim da Glória, concentra um acervo de 26 mil exemplares de livros de literatura e informação, revistas, atlas e multimídia, porém vem sendo sucateada pelas gestões Doria/Covas/Ricardo Nunes para justificar sua extinção.
 
"Manter bibliotecas fechadas, sem priorizar os reparos e equipe necessária, reflete o descaso dessa gestão com os serviços públicos e a desresponsabilização com a população, privando-a de acesso à cultura, leitura e a todo acervo disponível em cada biblioteca. Sem contar que é inaceitável manter acervos valiosos inacessíveis", reforçou Maria Mota, coordenadora Região Sudeste do Sindsep.
 
 
Biblioteca trancada, sem reparos necessários.
 

O modus operandi, segundo Luba Melo, vice-presidente do Sindsep, não é inédito. "Outras bibliotecas convivem com problemas semelhantes, como a falta de manutenção, degradação, poucos servidores e espaços fechados.
  
Em Guaianases, periferia da zona leste, a Biblioteca Cora Coralina ficou meses sem luz elétrica e, portanto, sem funcionamento. 
 
"Este é o processo para justificar a terceirização das bibliotecas. Tirá-las da administração pública e transferir para a gestão de organizações sociais, empresas, instituições que não têm o menor compromisso com o aprendizado, o direito à educação de qualidade e gratuita, o conhecimento universal. Sabemos que o único objetivo de empresas são números, seja nos lucros ou nas metas", acrescentou Luba.
 
O Sindsep já solicitou reunião com a secretária municipal de Cultura (SMC) e está aguardando o agendamento, para que a situação de sucateamento possa ser discutida.