Educação

20 de Fevereiro de 2020 - 15:02

CEU | Governo Covas sucateia equipamentos públicos de cultura e lazer em regiões carentes

Desde 16 de dezembro passado, 37 CEUs (Centros Educacionais Unificados), do total de 46 na capital, estão sem técnicos de som e de luz para operação nos teatros e nos demais espaços de convivência.
 
Assim como tem feito com outros equipamentos e políticas públicas, a gestão Bruno Covas (PSDB) mira a bazuca do sucateamento contra os centros de Educação Unificado (CEU), que além da função de escola servem, desde que foram inaugurados, como pontos de cultura e lazer para a comunidade.
 
Um levantamento publicado pela Folha de S.Paulo informa que dos 46 CEUs na capital, em 37 a gestão Covas/Doria não renovou os contratos emergenciais de prestação de serviços de montagem, operação e manutenção preventiva dos equipamento de som e iluminação. Entre os nove CEUs, 18 técnicos serão desligados, que se juntarão aos outros 82 profissionais.
 
De acordo com a reportagem, o último contrato acaba na próxima terça (25) e atinge nove CEUs nos extremos Norte e Oeste da cidade, casos do Parque Anhanguera e Uirapuru, respectivamente.
 
Com isso, não se agenda mais evento no teatro, contou um técnico de som, que depois de 12 anos trabalhando em uma das nove unidades ainda remanescentes dos profissionais, na próxima semana não virá mais. "A gente trabalha com uma população extremamente carente, que sequer foi um dia ao teatro ou cinema fora", disse à reportagem.
 
Comunidades como a de Guaianases, próxima ao CEU Jambeiro, também lamentam. "Junto da piscina, o teatro do CEU Jambeiro era o local mais frequentado pelas crianças e pela comunidade", afirmou o avô de três frequentadoras da unidade.
 
Trabalhadores da Cultura, beneficiados por projeto aprovado no VAI (Programa para Valorização de Iniciativas Culturais), apoio financeiro oferecido pela Secretaria Municipal de Cultura, que atuam em Cidade Tiradentes e Guainases (zona leste), não obtêm desde janeiro datas disponíveis nos teatros de vários CEUs.
 
As marcas do sucateamento estão em cabines de som, na iluminação ultrapassada e nos problemas estruturais do teatro, utilizado de forma intensa, e em 16 anos sem manutenção.
 
Sobre os contratos emergenciais, que eram feitos desde o segundo semestre de 2018, a prefeitura informa à reportagem seguir determinação de órgãos de controle para rompimentos.
 

Na avaliação do secretário de Educação do Sindsep, Maciel Nascimento, 2020 está sendo o pior início de ano letivo na história da Educação paulistana. "Considerando a importância dos CEUs e a previsão de inauguração de mais equipamentos é lamentável o sucateamento da cultura presentes nos espaços educacionais", completa.

 

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A Secretaria de Trabalhadores da Educação do Sindsep chama todos os sócios e sócias a ajudarem a denunciar o abandono e descaso da prefeitura com os equipamentos municipais de educação. 
 
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Ou faça sua denúncia pelo Formulário: https://tinyurl.com/LevantamentoEducacao
 
Chega de descaso com a Educação Pública Municipal de São Paulo!
 
Piscina no CEU Jambeiro utilizada pela comunidade sofre por falta de investimento.| Foto: Wikimedia Commons