Educação

03 de Junho de 2022 - 12:06

Educação é tema de conferência híbrida promovida pela Confetam/CUT

 

Por Confetam

 

Na última quinta (2/06), a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) realizou a Conferência Livre Nacional Popular de Educação 2022 dos Servidores Municipais.

 

A atividade mista -- presencial, no auditório do Sindsep-SP, e virtual por meio da plataforma Zoom --, fez parte da preparação da Conferência Nacional Popular de Educação em 2022 (Conape 2022), que terá como tema: “Reconstruir o País: a retomada do Estado democrático de direito e a defesa da educação pública, com gestão pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva e de qualidade social para todos/as”.

 

A abertura do evento contou com as contribuições da presidenta da Confetam/CUT, Jucelia Vargas, a secretária de Organização licenciada da CUT, Graça Costa, a secretária sub-regional da ISP para Brasil, Denise Motta Dau, e o professor da Rede Pública de São Paulo, Douglas Izzo.

 

A presidenta da Confetam/CUT ressaltou o papel da educação na mudança de vida das pessoas. “Precisamos perceber o grande potencial que a educação possui na capacidade de garantir uma característica de reflexão nas pessoas. Por isso, deve-se cobrar para que a educação seja disponibilizada a todos e lutar para que essa seja digna de qualidade e padrões aceitáveis, pois somente assim haverá conscientização e politização de uma sociedade num todo, de modo que as oportunidades sejam abertas de maneira competitiva e unânime, e não somente por privilégios de poucos”.

 

O evento híbrido contou também com as participações de Wagner Romão, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Selma Rocha, professora da Universidade de São Paulo (USP), Marcelo Di Stefano, secretário executivo da Confederação de Trabalhadores das Universidades das Américas (CONTUA), e Julia Aguiar, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).

 

Selma Rocha criticou o homeschooling, projeto que regulamenta, sem nenhuma discussão com a sociedade, a prática da educação domiciliar no Brasil. “O projeto de homeschooling nada mais é que um projeto do governo federal, que nunca teve preocupação com a educação, que visa beneficiar grandes grupos educacionais, que querem oferecer consultoria na educação das famílias. Isso é um retrocesso e um movimento sem volta para a nossa educação e para as futuras gerações”, enfatizou.

 

Wagner Romão complementou que a batalha diária deve focar no combate do fascismo. “O projeto de ensino em casa é um grande retrocesso a educação. Outro grande problema é a implantação de escolas militares nos municípios. A educação tem um valor primordial no exercício de preparação da cidadania, não podemos esquecer disso. A agenda conservadora de Bolsonaro é totalmente contra a Constituição. Precisamos combater diariamente o fascismo educacional”, alertou.

 

Para Julia Aguiar, o Brasil está lidando com a pior política educacional já vista. “Bolsonaro e sua equipe não pouparam esforços para o desmonte da educação, com retirada de direitos sociais e diversos ataques a democracia brasileira. Estamos convivendo com uma combinação terrível da lógica mercadológica da educacional adicionados a uma educação militar, conservadora e amordaçada, que lida com temas como: escola sem partido e na relação com os professores e estudantes”, finalizou.

 

Após o debate, os dirigentes se inscreveram como delegados/as da Conferência Nacional Popular de Educação em 2022 (Conape), prevista para acontecer entre 15 e 17 de julho, em Natal (RN).