Educação

31 de Janeiro de 2022 - 12:01

Educação Infantil: preservar as vidas de nossas crianças é fundamental

O Secretário Municipal de Saúde, Edson Aparecido, disse que o retorno às aulas presenciais nas escolas, previsto para o próximo dia 7 de fevereiro, não contará com novas medidas restritivas. A última atualização do (pseudo) Protocolo de Volta às Aulas foi em julho de 2021 e, de lá pra cá, tivemos mudanças no andamento da pandemia, sobretudo, com a variante ômicron.

Inclusive, segundo matéria do Jornal Nacional do dia 27.01 (glo.bo/3ADTQwB), somente na rede municipal de São Paulo, o número de internados nas UTIs pediátricas subiu 1.000%.

As crianças de 5 a 12 anos ainda não completaram o ciclo vacinal e as crianças de 0 a 4 anos sequer foram vacinadas. Vamos deixar nossos alunos desprotegidos novamente? Devemos mesmo voltar sem qualquer restrição? Onde está a responsabilidade do Prefeito Ricardo Nunes?

Para piorar, por problemas em contratos, a SME (Secretaria Municipal de Educação) não promoveu a limpeza das caixas d'água, desinsetização e desratização (pragas) nas escolas da cidade. E, nos 45 minutos do 2° tempo, joga a bomba nas mãos dos gestores, em contratar empresa de confiança para este serviço, a serem pagos pelo Programa de Transferência de Recursos Financeiros, o PTRF. Lembrando que a legislação aponta somente janeiro e julho para esta manutenção.

Além disso, o teletrabalho foi extinto pela SME e a problemática com as licenças médicas segue inalterada: problemas nas agendas e licenças negadas. Casos suspeitos estão longe da testagem, assim como toda população. E, ainda, seguem os problemas com as licenças de teletrabalho para trabalhadoras gestantes, lactantes ou puérperas.

Outro ponto é como se dará as questões de segurança, isolamento e EPis para as crianças. Se não atualizar os protocolos, como fica a proteção dos pequenos, mais fragilizados pela falta de vacinas? E a qualidade das máscaras que a Prefeitura ofertará? Segundo matéria do UOL (bit.ly/3HhL2Pq), o Brasil registrou 4 vezes mais mortes de crianças de 0 a 4 anos por Covid em relação aos com 5 anos ou mais. Não podemos desproteger ainda mais os alunos, sobretudo na Educação Infantil.

Para Maciel Nascimento, secretário dos(as) Trabalhadores(as) da Educação do Sindsep, esta falta de atualização nos protocolos e o descaso da SME com o retorno às aulas presenciais, “é o caos se estabelecendo novamente.” Maciel também deixa clara a posição do sindicato, “estamos buscando os meios viáveis para solução destes problemas. O Sindsep tem buscado o dialogo com Saúde e Educação para acertar estas questões. O Prefeito precisa se manifestar sobre a real situação da cidade frente a esta nova onda”, cobrou o diretor.

O Sindsep, para todas as questões tratadas neste texto, tem encaminhado ofício e cobrado explicações e soluções, tanto da Prefeitura, quanto da Secretaria Municipal de Educação. Nos mantemos no compromisso pela defesa da vida dos profissionais da educação, dos alunos, pais e de toda a comunidade escolar. E na defesa dos trabalhadores e dos serviços públicos.