Educação

10 de Agosto de 2022 - 13:08

Educação municipal sob ataque no PL 573/21

Aconteceu nesta terça-feira (09), a primeira audiência sobre o PL 573/21, que quer privatizar a gestão das unidades escolares, na Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal.

 

Estudiosos da área da educação e de administração pública, o Ministério Público e diversos especialistas apresentaram dados comprovados por centenas de estudos que dentro e fora do Brasil todas as experiências similares ao proposto no PL 573/21, deram erradas e fracassaram no sentido de garantir uma educação pública de qualidade.

 

Representantes de diversas entidades sindicais, trabalhadoras e trabalhadores das escolas, apontaram a inconsistência do projeto e o desconhecimento da autora, a vereadora Cris Monteiro (NOVO), sobre a realidade da Rede Municipal de Educação.

 

Ainda foi listado uma série de problemas com as terceirizações já existentes hoje na Prefeitura – seja com os CEIs conveniados ou com as empresas super exploradoras de limpeza e merenda.

Foto: João Santana

 

A diretora do Sindsep e trabalhadora da educação, Luana Bife, realizou uma fala em defesa da educação pública, afirmando que a situação do país já está difícil e ao invés de investir nos serviços públicos, o governo ataca e destrói diversos serviços. Luana também ressaltou que esse projeto é uma cópia de outros projetos presentes em outros estados, como Minas Gerais, que já demostrou ser um modelo falido de gestão e que agora querem aplicar na cidade de São Paulo.

 

Mães e pais de estudantes da rede também estiveram presentes na audiência e levaram o recado de que a comunidade escolar também é contra a privatização das escolas.

 

Um leque grande de vereadores e vereadoras expressaram críticas duras ao PL 573, inclusive o presidente da Comissão de Educação, que coordenava a audiência, o vereador Eliseu Gabriel (PSB).

 

Ninguém foi capaz de defender o projeto, nem mesmo sua autora, a vereadora Cris Monteiro, que afirmou que tudo que foi dito por tantas pessoas e de tantos lugares diferentes, a partir de tantas perspectivas, era só porque as pessoas “não entenderam a proposta” e depois se retirou da audiência.

 

O pedido de todos e todas é que a vereadora Cris Monteiro retire o PL 573/21, pois ele não se sustenta numa arguição básica. A Comissão de Educação deve votar parecer contrário ao PL 573/21, na tarde desta quarta-feira (10).

 

Governo publica tabelas de gratificação e deixa claro seu preconceito

 

Nesta terça-feira (09) saiu publicado no Diário Oficial do município de São Paulo, as novas tabelas para a gratificação por local de trabalho para os profissionais da educação.

 

Os reajustes apresentados têm valores completamente desigual. Com reajustes muito maiores para os professores do que para o quadro de apoio. Mais uma vez a Prefeitura demostra sua total falta de sensibilidade e o seu preconceito aos trabalhadores do quadro de apoio já tão desvalorizados.

 

Por isso, todas e todos os profissionais de educação: professores quadro de apoio e gestores estão presentes, nesta quarta-feira (10), às 14 horas, na Câmara Municipal, para acompanhar a segunda votação do PL 428/22. Buscando valorização real, uma vez que entre todos os setores, a educação é a mais prejudicada pelo projeto de lei.