Educação

29 de Abril de 2021 - 09:04

Greve pela Vida | Trabalhadoras/es realizam faixaço de protesto a governo Covas em Dia Mundial da Educação

Profissionais da Educação em greve realizaram atos em sete regiões da cidade. Enormes faixas foram estendidas em viadutos das principais vias da cidade, além de carreatas e mobilizações em frente de escolas.

Por Cecília Figueiredo, do Sindsep
 
 
Do CEU Jambeiro, em Guaianases, na zona Leste, à Ponte Eusébio Matoso, na zona Oeste, a quarta-feira (28), Dia Mundial da Educação, foi marcada por protestos em sete regiões da cidade. Profissionais da Educação em greve pela vida, organizados pelos comandos de greve do Butantã, Centro, Guaianases/São Miguel, Penha, Jaçanã/Tremembé, Pirituba/Jaraguá, Freguesia/Brasilândia e São Mateus, e o Sindsep, esticaram enormes faixas em viadutos da cidade para mandar os seguintes recados ao prefeito Bruno Covas e seu secretário de Educação, Fernando Padula: “Escolas abertas é genocídio”, “Aprendizagem se recupera, vidas não!”, “Greve na Educação pela Vida” e questionamentos: “Quem da sua família pode morrer para salvar a economia?”.
 
Faixaços dos comandos de greve do Butantã, Jaçanã/Tremembé, São Mateus, Pirituba/Jaraguá e Freguesia/Brasilândia, Penha e Guaianases/São Miguel. 
 
 
O “Faixaço” simultâneo em defesa da vida e da educação esteve presente também na porta do gabinete da Prefeitura de São Paulo. Uma enorme faixa de mais de 100 metros quadrados foi estendida na grade do Viaduto do Chá, no centro, em protesto à retomada das aulas presenciais, motivo da greve que foi iniciada há 78 dias por trabalhadores/as da Educação da rede municipal. E reafirmando sua postura autoritária, o governo municipal mandou que o rapa retirasse a faixa minutos depois. 
 
 
Faixaço no Viaduto do Chá foi retirado minutos depois por agentes do rapa.
 
“Isso não vai nos intimidar, na próxima voltaremos com uma faixa ainda maior. Hoje realizamos faixaços, protestos simultâneos em sete regiões da cidade de São Paulo, porque somos a favor da retomada das atividades presenciais em escolas após a garantia das condições sanitárias, que todos estejam vacinados, de que haja testagem em massa”, afirmou João Gabriel Buonavita, vice-presidente do Sindsep.
 
Na zona Leste houve também carreata, faixas foram estendidas em vias de maior circulação, como forma de dialogar com a população sobre as motivações da paralisação dos profissionais de Educação, que até agora não conseguiram estabelecer um canal respeitoso de negociação com o governo municipal.
 
“A carreata percorreu as regiões próximas da DRE São Miguel, Guaianases e Itaim Paulista. Fizemos um ato em frente ao CEU Jambeiro, em Guaianases, que contou com apoio dos/as trabalhadores/as da Assistência Social, pela bandeira de defesa da vida, por vacina para todas e todos, além de auxílio emergencial decente enquanto durar a pandemia. Não vamos arredar pé enquanto o governo não garantir esses direitos á população da cidade de São Paulo”, salientou Charles Monteiro de Jesus, coordenador da Região Leste I do Sindsep.
 
João Gabriel parabenizou a todos os profissionais organizados e mobilizados com seus comandos de greve e reafirmou que a luta pela vida segue, porque o momento é grave!