Educação

27 de Maio de 2021 - 17:05

GREVE PELA VIDA | Trabalhadores/as da Educação cobram negociação de prefeito Ricardo Nunes e pedem mediação da Câmara de Vereadores

Mais de uma centena de profissionais da educação, representando os comandos regionais de greve participaram do ato/caminhada

Os profissionais da educação nesta quinta-feira (17), dia em que completam 107 dias de greve, realizaram um ato em frente a Câmara Municipal de São Paulo, para que os vereadores ajudem a pressionar o prefeito Ricardo Nunes, para que ele abra negociação. 
 
O vice-presidente do Sindsep, João Gabriel Buonavita na abertura da atividade falou sobre altos números de covid nas escolas entre os trabalhadores que permaneceram de plantão, que acarretou milhares de contaminações dos trabalhadores e munícipes, também com a reabertura irresponsável, no pior momento da pandemia. “A reabertura das escolas no estado de São Paulo e no Brasil hoje certamente é um dos fatores com a flexibilização que irá provocar a terceira onda do Coronavírus”, afirmou. 
 
 
Na última quarta-feira (26), as entidades sindicais estiveram conversando com o presidente da Câmara, Milton Leite, para que ele ajude no diálogo com o prefeito Ricardo Nunes, para que ele abra a negociação. O mesmo se comprometeu que ajudaria na intermediação. 
 
O presidente do Sindsep, Sergio Antiqueira, falou sobre esse encontro com os presentes e fez um apelo aos vereadores e vereadores para que pegassem o telefone e ligassem para o prefeito Ricardo Nunes pedindo para que ele negocie. Reforçou ainda que cada dia que as escolas ficam abertas são vidas sendo colocadas em risco.  
 
 
Sergio ainda reforçou que há uma briga interna entre os governos, na disputa por uma cadeira, mas quem acaba dançando é a população, denunciando a falta de profissionais capacitados para estarem nas UTIs. “Na cidade de São Paulo, desde o início do ano tivemos o aumento de 444 leitos de UTI, onde você arranja equipe formada e com experiencia para atender, médico, fisioterapeuta e profissional de enfermagem?”.
 
Os profissionais da educação em greve, em suas falas lembraram a triste situação que o Brasil e a cidade de São Paulo vivem, com o aumento do desemprego, da fome e das mortes pela Covid-19. Do desmonte nos serviços público e do governo genocida que tem como proposta de governo deixar as pessoas morrerem, pois são CPFs cancelados e aposentadorias a menos que terão que pagar. 
 
 
Também falam sobre a importância da greve e da situação de muitos dos grevistas que tiveram seus pontos cortados e estão sem salários. Da dura realidade que se encontram de ou salvam suas vidas ou colocam comida na mesa. 
 
O deputado estadual Carlos Gianazzi, o vereador Celso Gianazzi, a co-vereadora da bancada feminista do PSOL, Silvia Ferraro, a vereadora Luana Alves, o vereador Toninho Vespoli e a vereadora Erika Hilton, em suas falas declaram apoio a greve dos educares, pois é uma greve pela vida, uma greve sanitária e que ficara na história da cidade de São Paulo.
 
 
 
Após as falas os educadores seguiram em caminhada pela Rua Xavier de Toledo, passando pelo Viaduto do Chá até chegar em frente à Prefeitura, para pressionar o prefeito Ricardo Nunes para que ele abra negociação. Pois até o momento o governo não sentou para negociar com os grevistas. Os profissionais da educação que já foram vacinados, foi pela luta e conquista dos trabalhadores. 
 
Sergio Antiqueira ao encerrar a atividade reforçou a importância do ato Fora Bolsonaro que irá acontecer no próximo sábado (29), às 16 horas no Masp, e que o Sindsep estará presente. Reforçando a importância do uso de máscara, álcool em gel, óculos de proteção, face shield e do distanciamento social.
 
 
Os educadores em greve na última assembleia, decidiram pela formação de um bloco para o ato, para demarcar e mostrar a população que a educação estará completando 109 dias de greve. 
 Além disso, será construído com os comandos de greve, uma atividade para a próxima terça-feira 1º de junho, dia que o presidente da Câmara marcou uma reunião com o secretário de Educação, Fernando Padula para que ele negocie com os trabalhadores em greve.