Educação

11 de Maio de 2020 - 17:05

Protesto em homenagem aos profissionais da educação vítimas da Covid-19 é realizado em frente a Secretaria Municipal da Educação

Dirigentes do Sindsep e de entidades fizeram protesto para exigir do Prefeito Bruno Covas e do secretário de educação Bruno o fechamento definitivo das escolas

O Sindsep realizou em frente a Secretaria Municipal de Educação, um ato homenagem às vítimas de Covid-19 e pelos profissionais que estão indo diariamente para as escolas e Centros de Educação Unificados (CEUs) sem função nenhuma, sem ser serviço essencial e podendo cumprir suas atividades de casa no teletrabalho. A atividade aconteceu na manhã desta segunda-feira, 11 de maio. Participou também do ato a Aprofem.
 
 
Temos hoje cerca de 18 mil profissionais da educação circulando pela cidade todos os dias, o que contrária o que o próprio governo prega que é o isolamento social. O Sindsep entende que só serviços essenciais devem ser mantidos. Os demais serviços podem ser feitos de casa.  A obrigação para que estes profissionais trabalhem, está resultando em contaminação e já temos óbitos na educação, trabalhadores que poderiam estar protegidos em suas casas. 
 
 
A atividade também tem como objetivo cobrar o prefeito Bruno Covas e o secretário de Educação, Bruno Caetano. Chega de mortes na educação!
 
 
Sergio Antiqueira, presidente do Sindsep abriu a atividade falando sobre os atos que foram realizados na saúde em homenagem aos profissionais vítimas da Covid-19, mas também para denunciar o descaso do governo, com as condições de trabalho, com a obrigação de trabalhadores que não são de serviços essenciais de se deslocarem pela cidade, contra a lógica do isolamento social. Além dar um panorama geral da situação dos trabalhadores da chamada linha de frente.   
 
 
“Nós estamos aqui em defesa da segurança no trabalho, em defesa que os trabalhadores e as trabalhadoras tenham equipamentos de proteção individual (EPIs) em quantidade necessária e quantidade suficiente, com qualidade. Para que as condições de trabalho estejam garantidas para os trabalhadores essenciais e principalmente para aqueles que estão na linha de frente. Mas a segurança dos trabalhadores que estão sendo obrigados dos serviços não essenciais deveria ser feita pelo teletrabalho essa é a segurança que estamos exigindo e não está acontecendo”, afirmou Sergio.  
 
 
O secretário dos Trabalhadores da Educação do Sindsep, Maciel Nascimento, justificou o porquê de estarem realizando um ato em frente a Secretaria Municipal de Educação em meio a uma pandemia, como a falta de diálogo com o secretário Bruno Caetano, que afirma que todas as decisões tomadas são dialogadas o que não é verdade. Pois a última vez que o sindicato conseguiu dialogar com a Secretaria Municipal de Educação, foi em 18 de março. 
 
 
Neste último encontro o Sindsep colocou que entendia como necessário para poder proteger os trabalhadores da educação que se fechasse todas as escolas integralmente. O secretário levou a entender que acataria o pedido e publicaria numa instrução normativa. No entanto, a Instrução publicada saiu com uma imposição de que dois a três trabalhadores teriam que estar na escola diariamente.
 
 
“Hoje estamos aqui para prestar uma homenagear os profissionais da Secretaria, vítimas da Covid-19, a exemplo do que o Sindsep já fez na cidade. Nós queremos que todos os serviços que não são essenciais tenham a imediata paralisação, até porque o próprio nome já diz, não são essenciais neste momento”, declarou Maciel.
 
 
Os demais diretores presentes no ato, realizaram suas falas, Luba Melo falou sobre a situação nos CEUs da cidade de São Paulo e os casos de Covid nestes locais. João Batista Gomes, falou sobre os trabalhadores do Serviço Funerário e as condições de trabalho. João Gabriel Buonavita, abordou a luta do Sindsep e as atividades que estão sendo realizadas na defesa de condições dignas de trabalho para os profissionais da linha de frente. 
 
 
Para encerrar a atividade, Maciel fez a leitura dos nomes das vítimas da educação tanto municipal, quanto estadual e os presentes no ato foram depositando flores em frente as cruzes e todos gritavam presente! “As mortes não serão em vão”, afirmou Maciel.
 
 
Os nomes não são de todos os profissionais da educação, são dos que o Sindsep conseguiu levantar, pois o governo não respondeu o pedido para que divulgasse uma lista oficial dos profissionais com casos suspeito ou confirmados de Covid-19. 
 
 
O grito final dos presentes foi CHEGA DE MORTE NA EDUCAÇÃO! O Sindsep e as entidades que participaram do ato não aceitam mais nenhuma morte na educação.