Educação

04 de Julho de 2019 - 10:07

Sindsep acompanha evento da Secretaria de Educação no Teatro Municipal

          Na manhã desta quarta-feira (03), o Teatro Municipal de São Paulo serviu de palco para o lançamento do Índice de Desenvolvimento da Educação Paulistana – IDEP, que segundo o Secretário Adjunto de Educação, Daniel De Bonis, visa aferir o alcance das Metas estabelecidas para cada unidade escolar. A partir do Índice Sócio Econômico (INSE), dos Indicadores de Complexidade de Gestão (ICG) e Prova Brasil, as escolas foram divididas em 05 grupos distintos, as quais possuem um prazo de 05 anos para o alcance das metas desejadas. O Sindsep lamenta a criação de mais um instrumento que possibilitará o ranking entre as escolas, pois dará margem para a exploração dos dados de forma negativa pela comunidade escolar e pela própria SME.
 
          Pior ainda: vincula a percepção do Prêmio de Desenvolvimento da Educação - PDE ao alcance destas metas.  Posição esta, que nunca concordamos, apesar do, ainda Secretário João Cury, presente ao evento, bradar que tudo foi construído com a participação das entidades sindicais. O que não é verdade, já que os pedidos de alteração na minuta do Prêmio, sendo: a desvinculação do IDEP, a manutenção do pagamento ainda em 2019 (será só em abril de 2020), o reajuste do valor com referência ao ano passado (manterá os até R$ 3.000,00), não foram atendidos e nem mesmo o texto final foi apresentado, sendo que conheceremos o teor juntamente com os trabalhadores por Diário Oficial.
 
          Aos gritos de “0,01, Vergonha!”, já que vereadores da base do Governo estavam presentes e “Cadê o reajuste dos professores?”, o Prefeito Bruno Covas, e o Secretário de Educação, João Cury (este último em tom de despedida e choroso), anunciaram uma série de medidas que englobarão valores astronômicos do Orçamento da Educação. Dente eles: a criação da Escola de Formação de Professores (ainda reivindicação do Sindsep); a contratação de 300 estagiários para atuarem na Educação Especial (mantemos nossa posição de ampliar o número de Auxiliares de Vida Escolar – AVE, mas com formação adequada na área de inclusão); a contratação de nutricionistas para atuarem junto a Rede Conveniada (investimento total no privado, muitas destas com ligação direta de parlamentares, pois lamentavelmente, recentemente a verba para alimentação passou a ir diretamente para as entidades); a parceria com a Microsoft para investir na tecnologia das escolas (sem explicar suficientemente quais aspectos circundam este termo de parceria); milhões de reais para garantir o acesso aos equipamentos culturais e a criação do Programa Rolê Cultural, incluindo o transporte (mas não se referiu ao transporte escolar para garantir que a criança e o adolescente cheguem até a escola); liberação de verbas para o Programa Imprensa Jovem e aquisição de equipamentos e contratação de Instrutores de Bandas e Fanfarras e aquisição de instrumentos (o que consideramos salutar, mas a maioria das escolas não possuem estes Programas, e com certeza estas não seriam suas prioridades); mudança na estrutura dos uniformes escolares; criação de 300 composteiras na Rede; investimento em reformas e criação dos grêmios estudantis por Decreto. Nos bastidores foi possível apurar que o nome sondado para substituir o atual Secretário Municipal de Educação é Bruno Caetano, vindo com sua visão privativista, diretamente do Sistema S, o SEBRAE. 
 
          Como podem ler, nada referente ao estímulo profissional aos trabalhadores da educação, nenhuma medida visa auxiliar diretamente o chão da escola, seja na questão pedagógica ou funcional. Não desconsideramos a importância de algumas delas, mas se o “SME Presente” foi de fato pra valer, praticamente, nenhuma demanda apresentada pelas trabalhadoras e trabalhadores foram consideradas nas andanças do Secretário pelas 13 DREs. Pois não vemos estas questões colocadas na pauta de SME. 
 
          O Sindsep deverá buscar informações sobre o montante financeiro que será aportado para o cumprimento estas promessas anunciadas (às vésperas do processo eleitoral municipal) e manterá sua discordância com a proposta aprovada pela Câmara, a pedido do Prefeito, apenas 3% de reajuste, parcelado em três vezes, e ainda assim para o ano de 2020 para os profissionais de Educação. A base do processo educacional é o educando e o educador e sem investimento nestas duas áreas a educação não pode avançar...
 
Juntos Somos Fortes
 
Somos Sindsep!