Educação

31 de Julho de 2020 - 19:07

Trabalhadores dos CEUs organizam mobilizações contra a terceirização

Estão começando por 12 CEUs, daqui a pouco chegarão aos 46! Não vamos aceitar! Não à terceirização!

O Sindsep se reuniu virtualmente nesta sexta-feira (31), com 70 trabalhadores dos centros educacionais unificados (CEU) de São Paulo, para debater a publicação da Consulta Pública nº 19 da Secretaria Municipal de Educação, que pretende elaborar as bases do chamamento para organizações sociais assumirem a gestão de 12 novos CEUs. A informação foi publicada na edição de quinta (30/07), em Diário Oficial da Cidade.
 
De acordo com a analista bibliotecária, Luba Melo, secretária da Mulher Trabalhadora do Sindsep, foram deliberadas várias ações para contrapor a ameaça de terceirização dos serviços educacionais.
 
Além da organização de um grupo de trabalho com analistas de Esporte e Biblioteca, bibliotecários, professores e ATEs, os trabalhadores e trabalhadoras preparam um ato para a próxima quarta-feira (5/08), em frente a Câmara Municipal de São Paulo. “Faremos um buzinaço contra a proposta de terceirização dos novos centros educacionais unificados e sucateamento dos serviços públicos”.
 
Reunião virtual, coordenada por Luba Melo, tirou várias linhas de enfrentamento às terceirizações.
 
Luba também explicou que o grupo de trabalhadores dos CEUs pretende fazer uma representação junto ao Ministério Público. “Iremos realizar ações em todas as frentes, por meio de abaixo-assinado, de comunicação visual, diálogos com as delegacias regionais de educação (DRE) de toda a cidade, a construção de um documento explicando para população e trabalhadores os impactos da terceirização dos CEUs e mobilização nas ruas”, acrescentou.
 
O Sindsep está chamando outras entidades de trabalhadores da educação, como Aprofem, Sedin e Sinpeem, para engrossar o movimento contra as terceirizações e reforçar a luta contra o Projeto de Lei 452/2020, que tramita com urgência na Câmara Municipal, pelo retorno das aulas em setembro. 
 
Luba Melo lembrou que se o governo Bruno Covas está pensando de forma oportunista e sem compromisso com a vida, em meio a maior crise sanitária, “passar a boiada” terceirizando os serviços públicos de Educação, encontrará resistência.