Educação

17 de Março de 2021 - 12:03

Vereadores/as da base de apoio de Bruno Covas votam contra vacinação de professores

Nossa cidade exige vacina para todas/os

A bancada do PSOL, apresentou uma proposta na Câmara Municipal de São Paulo, que incluía professores e trabalhadores da assistência social no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19, com o apoio de toda a oposição que foi votada nesta terça-feira (16). Os vereadores da base de apoio de Bruno Covas votaram contra e derrotaram a proposta.

 

O governo do prefeito Bruno Covas declara que a educação e a assistência social são serviço essenciais. Mas nega-se a receber as/os trabalhadoras/es da educação que estão prestes a completar 40 dias de greve. E ainda tenta manter escolas abertas, mesmo após sentença judicial que determina a suspensão das atividades presenciais nas unidades de educação municipais, estaduais e privadas de São Paulo.

 

Nega a inclusão dos educadores na categoria dos trabalhadores componentes do grupo prioritário para vacinação. Faz os profissionais e os estudantes retornarem às aulas presenciais, mas sem realizar testagem. Suspende as aulas antecipando o recesso dos professores e mantendo gestores, analistas e quadro de apoio em perigo em plena fase emergencial da pandemia.

 

Os trabalhadores da assistência social também lutam desde o início da pandemia por condições sanitárias, protocolos de segurança adequados, testagem para todos, entre outras coisas. No entanto, até o momento nada mudou, os profissionais continuam adoecendo e morrendo, sem testagem, nem vacina.

 

O Sindsep reafirma que a responsabilidade pela falta de vacinas para a população é dos governantes que se recusam a investir na saúde, na ciência e nos serviços públicos. Uma nação como o Brasil possui 30 fábricas de vacinas para gado e apenas duas para seres humanos, mostrando os governantes que possui.  Bolsonaro, Doria e Covas são os responsáveis pelo desmonte da saúde e dos serviços públicos.

 

A Prefeitura possui recursos de mais de R$ 5,2 bilhões em caixa para ampliar leitos e reabrir hospitais fechados em nossa cidade. Possui recursos para viabilizar com o SUS a testagem massiva para a Covid-19, criando formas de rastreamento e controle da pandemia. Possui recursos para viabilizar a vacinação de toda a população de São Paulo. Há recursos para viabilizar um auxílio emergencial às famílias paulistanas que necessitam. É uma decisão política não investir no serviço público para atender o povo de São Paulo.