Funcionalismo

30 de Setembro de 2019 - 14:09

1 e 2 de outubro Paralisação de 48 horas: exigimos valorização já!

O Sindsep encaminhou na semana passada, juntamente com o ofício que informou as deliberações de assembleia, um relatório analítico do processo de negociação e das propostas apresentadas até o momento pelo governo.

 

O relatório resgata o texto elaborado pela própria Secretaria de Gestão que reconhece a necessidade de “atenuar a corrosão inflacionária” e de “conter perdas reais na remuneração” contabilizando a inflação de janeiro de 2013 a julho de 2019, em 39,27%.

 

Lembramos no documento que o governo também reconheceu a urgência da situação quando em março, durante a greve de 33 dias, se comprometeu com a proposta de abono “emergencial” de R$ 200,00 e R$ 300,00 para o nível básico e o nível médio, respectivamente.

 

Também vale salientar que ao enviar à Câmara mais 0,01% de revisão geral no mesmo projeto (por ora judicializado), para os anos de 2017, 2018 e 2019. Sendo assim, deixamos claro que o governo não dá outra saída aos trabalhadores que não seja brigarem pela reestruturação, única forma de recompor as duras perdas reconhecidas pela gestão Bruno Covas.

 

Partindo dessa situação, realizamos a análise das propostas em subsídio que o governo apresentou, sendo a primeira em novembro de 2018 e a segunda e a terceira neste mês de setembro.

 

Contrapondo as alegações da Secretaria Municipal de Gestão de que a proposta apresentava ganhos, evidenciamos profunda distorção da realidade, quando analisados os impactos das tabelas nas remunerações reais dos servidores. Além do governo ter apresentado proposta em setembro que retrocedeu nos ganhos totais da primeira proposta, todas são absolutamente insuficientes mesmo se partirmos da própria visão do governo ao reconhecer as perdas e a urgência.

 

Questionamos a metodologia utilizada pelo governo até o momento que compara as tabelas com valores teóricos de quanto os servidores da administração direta na ativa estariam ganhando se não houvesse ganhos judiciais e outras incorporações.

 

Contrastada com a realidade, as propostas deixam no mínimo 90% dos servidores ativos do nível básico sem os R$ 200,00 e no mínimo 85% dos servidores ativos do nível médio sem os R$ 300,00. Para os ativos do nível básico, no mínimo 78% teriam ganho ZERO pela proposta, e no máximo 14% deles teriam ao menos 10,29% que é a inflação dos últimos 3 anos, período para o qual o governo encaminhou proposta de 0,01%.

No caso dos ativos do nível básico, a proposta que retrocedeu em relação à primeira, ao acabar com tabelas com reajustes para 2020 e 2021, deixa no mínimo 83% sem qualquer ganho, e no máximo 13% com ganho mínimo de 10,29%.

 

A conclusão apresentada foi que o governo deve mudar a metodologia de apresentar tabelas majoradas para algumas categorias, baseada em valores teóricos.

 

A categoria decidiu por mais 48 horas de paralisação e já estabeleceu os próprios parâmetros do governo para negociar (Abonos de R$ 200,00 e R$ 300,00 a partir de maio último e 39,27% de correção).

 

Se os rumos não forem alterados, entenderemos que o governo pretende fazer uma negociação com base em uma peça de ficção. A contradição do discurso e da prática do governo já se tornaram explícitas pelo relatório.

 

Os trabalhadores não aceitarão ser iludidos e responderão à altura.

 

VALORIZAÇÃO JÁ!