Funcionalismo

08 de Fevereiro de 2019 - 13:02

A GREVE CONTINUA

 Mais de 50 mil servidores municipais se manifestaram pela revogação da reforma da previdência municipal (Lei 17.020/18) promovida pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) e por 33 vereadores que loteiam cargos na administração, na tarde desta quinta-feira, 7 de fevereiro.

 

Os servidores não aceitam a destruição do seu sistema de aposentadoria, que condenará as próximas gerações de servidores a terem suas aposentadorias restringidas e empurradas para sistemas de previdência complementar.

 

Os servidores públicos municipais não aceitam a ampliação do confisco salarial de 11% para 14%, que representa para cada servidor, 11 dias de trabalho por ano arrancados de suas contas.

 

Todo funcionalismo municipal da cidade de São Paulo quer respeito, valorização e dignidade. Querem cumprir a missão de servir a população de São Paulo melhorando nossa cidade.

 

Mas a Prefeitura faz todo o oposto. Mira nos servidores suas armas e ataca impiedosamente. Sem verdadeiros reajustes salariais há anos, a renda cai dia após dia, enquanto a inflação sobe e corrói os salários. A política salarial de 0,01% leva setores da categoria a pauperização.

 

Hoje uma servidora foi agredida num incidente na manifestação. Não é assim que se tratam as servidoras e servidores que estão na linha de frente na cidade, em cada equipamento municipal, de cada área e secretarias.

 

 Na educação, na saúde, na cultura e em todas as áreas estão mulheres e homens que dedicam a vida ao povo de São Paulo, e hoje estão lutando para defender seus salários e garantir uma aposentadoria digna.

 

O Sindsep e as entidades estão unidas na defesa dos direitos e exigem respeito aos servidores públicos e externa seu repúdio a violência. Os servidores lutam pacificamente por seus direitos e não aceitam violência.

 

O Sindsep e as entidades convocam as servidoras e servidores públicos a ampliar a Greve em cada local, exigindo:

 

- Revogação da Reforma da Previdência Municipal - Lei 17.020/18;
- Não ao confisco dos salários;
- Não aceitamos a intimidação de enviar os nomes e registro funcional, a greve é um Direito conquistado;

Próxima Assembleia Geral Conjunta dos Servidores Municipais - 13.02 (Quarta) - 14 horas - em frente a Prefeitura