Funcionalismo

21 de Janeiro de 2020 - 15:01

Agentes de níveis Básico e Médio | Luta pela valorização segue em 2020

O ano de 2019 foi histórico para a luta do Agente de Apoio, AGPP e AST. Avanços exigem ampliar organização dos trabalhadores

 

 

Desde a greve dos 33 dias contra a reforma da Previdência de Bruno Covas (PSDB), onde arrancamos na negociação o abono emergencial de R$ 200 para os agentes de Apoio (nível Básico) e de R$ 300 para AGPP e AST (nível Médio), até a greve pela valorização, em novembro, foi um longo caminho.

 

Uma experiência coletiva da categoria que ensinou o caminho da luta e de fortalecimento do papel do sindicato. Até então ninguém acreditava na capacidade de luta e mobilização dos servidores e servidoras das carreiras dos níveis Básico e Médio.

 

O Sindsep esteve à frente das negociações, junto com as outras entidades. Desde o começo, exigíamos uma reestruturação de carreira para os servidores dos dois níveis, pois o governo não havia apresentado nenhuma proposta.

 

Em dezembro de 2018, as negociações foram suspensas pela gestão Covas, por tempo indeterminado. Em abril de 2019, houve a retomada da mesa de negociação para a reestruturação das carreiras.

 

Diante da demora em responder às categorias, o Sindsep lançou a campanha pela reestruturação das carreiras nos locais de trabalho. Plenárias de mobilização também foram realizadas. No final de maio, um ato foi organizado em frente à Câmara Municipal para cobrar dos vereadores e da prefeitura o pagamento do abono emergencial. A pressão dos servidores, que contou com apoio do vereador Donato (PT), fez com que o presidente da Câmara, Eduardo Tuma (PSDB), recebesse uma comissão e se comprometesse a marcar uma audiência com o governo.

 

Dia sem atendimento

 

Sem avanços práticos, em junho foi realizado o primeiro “Dia sem Agentes de Apoio, AGPP e AST” nos serviços públicos. Mobilizados em frente à prefeitura, os agentes de níveis Básico e Médio exigiam a reestruturação da carreira, reivindicação que foi ganhando terreno junto com a da extensão do abono emergencial para aposentados e aposentadas (ver abaixo). A falta de diálogo do governo ajudou a fermentar a mobilização.

 

Entre os meses de junho e novembro, a reestruturação das carreiras ganhou força e inúmeros atos, paralisações relâmpago e greves em diversas áreas da gestão municipal, como Fazenda e Saúde, mostrando à população a importância dessa luta para o funcionamento de serviços no município.

 

Nas negociações, os diretores do Sindsep, Vlamir Lima e Djalma Maria Prado, junto com o presidente Sérgio Antiqueira, estiveram presentes com outras entidades. O governo Covas apresentou uma proposta de reestruturação por subsídio que contemplava apenas os agentes de nível Médio, excluindo cerca de 65% dos servidores da obtenção de algum ganho.

 

 

Em assembleia (foto), os trabalhadores decidiram pressionar o governo a negociar a contraproposta apresentada pelo Sindsep e entidades. Fato que culminou numa greve iniciada em 5 de novembro e que durou mais de 10 dias. A paralisação, primeira na história dos segmentos, contou com a adesão de mais de 62% dos trabalhadores e trabalhadoras em piquetes diários, além da participação em atos e assembleias. 

 

Protocolo de negociação

 

O Sindsep e outras entidades sindicais conseguiram, junto ao governo, a assinatura de um protocolo garantindo que não houvesse desconto das horas paradas dos grevistas, a continuidade da mesa de negociação sobre uma proposta de reestruturação com valorização da categoria, além do compromisso de o governo não encaminhar sua proposta à Câmara, com pedido de urgência.

 

Avançamos em 2020, dispostos a retomar mais forte a luta por um plano de reestruturação que valorize servidoras e servidores dos níveis Básico e Médio que fazem a cidade funcionar.

 

Para isso, é necessário sindicalizar os colegas em cada unidade e eleger representantes sindicais (RSU) para prepararmos os próximos passos. 

 

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Fotos: Letícia Kutzke/ Sindsep