Funcionalismo

08 de Janeiro de 2019 - 16:01

Comando de mobilização para a Greve Geral unificada do funcionalismo tira calendário de ação

Com o auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, lotado, servidores públicos municipais definem o calendário de mobilização das regiões

O Sindsep realizou a primeira reunião do comando de mobilização da greve dos servidores municipais de São Paulo, no auditório do SEESP (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo), na tarde desta segunda-feira, 7 de janeiro. 
 
O objetivo do encontro era organizar a mobilização nas unidades do funcionalismo que não estão de férias, como hospitais, UBSs, UVIS, CRAS, CEUs, Prefeituras Regionais, Secretarias, Cemitérios e demais equipamentos. 
 
Sergio Antiqueira, presidente do Sindsep, coordenou o encontro e em sua fala deixou claro para os presentes que a agenda construída nas regiões não pode em hipótese nenhuma ser do Sindsep. “A agenda que a gente construir na região precisa envolver inclusive o pessoal da educação que está de férias.” Finalizou ele. 
 
Representando o SEESP, Carlão saudou os presentes e disse que o Sindicato dos Engenheiros está junto nessa luta e tem objetivos em comum, por isso, precisamos estar unidos. 
 
O Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) também esteve representado na reunião, com a presença do seu secretário geral Cleiton Gomes, que falou sobre a importância de todos estarem ali e da dificuldade que o Sindicato enfrente para mobilizar a categoria, já que a educação se encontra de férias.
 
No entanto, mesmo os educadores estando de férias, o sindicato não para e no sábado ele e o Cláudio Fonseca terminaram uma carta que será encaminhada para seus associados, onde é explicado o que aconteceu até agora e chamando a categoria para o dia 4 de fevereiro. 
 
Reunião ampla e iniciativas
 
Houve uma grande representatividade na reunião com a presença de várias entidades sindicais e trabalhadores de diversas categorias do serviço público da cidade de São Paulo, ainda contou com a presença de representantes do Conselho Regional de Enfermagem e dos movimentos populares de moradia que apoiam a luta dos servidores. Juntos decidiram pela construção de um calendário de mobilização nas regiões. Além do calendário ficou decidido a importância do envolvimento da militância da educação, mesmo estando de férias, no apoio as mobilizações regionais.  
 
Entre as iniciativas tiradas estão:
- buscar a unidade com as demais entidades representativas do funcionalismo municipal; 
- a construção de um calendário nacional de luta contra os ataques à previdência que virão do governo Bolsonaro; 
- buscar uma parceria com os movimentos sociais, partidos do campo progressista e o apoio dos sindicatos do funcionalismo no âmbito estadual e federal, bem como de outros ramos do setor privado; como também uma campanha de construção de conscientização para conquistar o apoio da população, a maior prejudicada pelos ataques aos serviços públicos. 
 
Ainda será criado um número de whatsapp para as pessoas se cadastrarem para participar da mobilização. Assim que tivermos os números divulgaremos em nosso site/redes. 
 
O calendário de ações vai ser divulgado logo mais com as datas, horários e localidades para a participação dos servidores na onda de prepação da greve. 
 
Sindsep na linha de frente
 
Para o dirigente do Sindsep, Fernando do Amaral que esteve presente na reunião, ele achou que foi muito bom, pelo fato dos presentes se alistarem nos comitês regionais, que farão mutirões de convencimento, organização dos servidores e divulgação da greve junto à população, para a construção de uma greve vitoriosa. 
 
O agente sepultador do serviço funerário e diretor do Sindsep Manoel "Penha", explicou "que agora é participar do mutirão em cada região de hoje até dia 4 de fevereiro, para mobilizarmos toda a base".
 
A servidoras municipal Djalma Prado, dirigente do Sindsep, também participou da reunião, que para ela foi uma demonstração de que estamos no caminho certo, pois só conseguiremos a vitória com a unificação das entidades sindicais e movimentos sociais. 
 
Já Flavia Anunciação, servidora do HSPM e dirigente do Sindsep afirmou “Trabalhadores têm por obrigação defender a bandeira contra os retrocessos e retirada de direitos e que derrubar o Sampaprev é um desafio possível, desde que ninguém solte a mão de ninguém”.