Funcionalismo

16 de Setembro de 2022 - 15:09

Desmonte da política cultural na Cidade de São Paulo

A área cultural, vítima ano após ano do desinvestimento do Estado, na pandemia protagonizou por meio de seus artistas e trabalhadores/as a face mais cruel da falta de apoio e iniciativas para sobrevivência. Foi a primeira a fechar e última a retornar nessa crise ainda em curso no Brasil. Nesse cenário devastador para as políticas públicas, a área de cultura essencial na formação de mulheres e homens livres e críticos, segue em contínuo ataque pela falta de investimentos e sucateamento na cidade de São Paulo, a mais rica do país.
 
Essa semana, o Diário Oficial da Cidade (14/09) publicou na página 82, o aviso de abertura de licitação, por pregão eletrônico (066 - SMC-G-2022 - Processo SEI: 6025.2022/0012061-3- OC nº 801003801002022OC00092), para contratar serviços continuados de atendimento ao público e de apoio à gestão para Bibliotecas Públicas Municipais e Pontos Municipais de Leitura, pertencentes à Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas – CSMB/SMC, por prazo de um ano. A sessão está marcada para 29 de setembro, 10h.


 
Publicação na página 82 do DOC, de 14 de setembro de 2022
 
 
O que isso significa? Mais uma coluna para fortalecer o projeto de desmonte da Cultura na Cidade de São Paulo. “Dialogando com servidores bibliotecários da Mário de Andrade, Monteiro Lobato e Secretaria Municipal de Cultura podemos compreender a dimensão do desmonte”, assinalou Luba Melo, vice-presidenta do Sindsep. 
 
 
 
O Sindsep vem acompanhando também o desmantelamento das Casas de Cultura, abandonadas pela gestão, com déficit de servidores e investimentos. Esses são equipamentos culturais também na mira das empresas, a partir do edital para contratação de serviços continuados de atendimento ao público, que foi publicado pelo governo.
 
Ou seja, o processo de privatização que vem ocorrendo na cultura, está acelerado na saúde, na assistência social, avançando na educação e se efetivou no serviço funerário. Há somente uma forma de enfrentar esse desmonte dos serviços públicos e ataque aos servidores: a unificação da luta. Caso contrário, no curto prazo, esse processo se consolidará como o fim das políticas públicas, seja do ponto de vista de quem trabalha ou dos cidadãos e cidadãs que têm direito ao serviço público e gratuito.
 
E exatamente pensando na unificação da luta dos servidores que, no dia 15/09, a vice-presidenta do Sindsep, junto com a coordenadora da Região Centro, Luzia Barbosa, estiveram conversando com as servidoras e servidores das bibliotecas Mário de Andrade e Monteiro Lobato.

"Nós falamos da importância da organização dos trabalhadores e trabalhadoras, da escolha de seus representantes sindicais de unidade (RSU), para que juntos possamos fazer de maneira fortalecida os enfrentamentos que virão e garantir além de melhores condições de trabalho a continuidade do trabalho que é tão importante para a nossa cidade", acrescentou Luzia.