Funcionalismo

03 de Setembro de 2020 - 13:09

Direção do Sindsep se reúne com novo titular do Serviço Funerário Municipal

Reivindicações incluíram contratações emergenciais e melhorias das condições de trabalho.

Diretores do Sindsep se reuniram com o novo superintendente do Serviço Funerário Municipal de São Paulo (SFMSP), Dário, e seu chefe de gabinete, Pedro, na última quarta-feira (02), para apresentação e demanda dos trabalhadores. 
 
João Batista, secretário de Imprensa do Sindsep, Noemi Silva, suplente da direção do Sindsep, e o representante sindical de unidade (RSU), Cláudio, levantaram como preocupação prioritária a ameaça de que colegas com mais de 60 anos de idade e comorbidades, hoje afastados, teriam que retornar ao trabalho presencial, em meio à pandemia. O superintendente afastou a preocupação e disse que não há esse risco. 
 
Os sindicalistas também apresentaram ofício com a listagem dos servidores beneficiados pela ação do quinquênio, uma vez que o Sindsep terá que executar o pagamento dos atrasados de forma individual por conta da decisão do juiz. 
 
A falta de funcionários em todos os setores do SFMSP, compra de equipamentos, uniformes, testagem para servidores e terceirizados, além de melhorias nas condições de trabalho também foram pautados na reunião. 
 
“Defendemos contratações de emergência de agentes de apoio, mas a posição do governo é contratar empresa terceirizada para o estoque e para sepultadores. Também exigimos a compra de uniformes [bota, jaqueta, avental, calça e camisa azul] de forma unificada e não por setores. A compra de mobiliário [aparelhos telefônicos, mesas, cadeiras], a reforma da expedição de urna e flores na Vila Guilherme, assim como higienização dos carros de remoção, em falta em todos os polos. A aquisição de carros novos para transportes de materiais foi outro ponto que falamos, porque há EPIs no estoque, mas não há como transportar para os cemitérios. Também pedimos a readequação dos polos pela falta de pessoal”, relatou Noemi.
 
 
 
 
O Serviço Funerário, de acordo com os diretores, segue em suspensão pelo processo de concessão e fim da autarquia. “O governo quer acelerar a privatização, mas não conseguindo por várias irregularidades, mantém trabalhadores e população sem as mínimas condições de trabalho e oferta de serviço digno. Defendemos que seja abandonada a ideia de privatização e se adote contratações de emergência direto pelo SFMSP, isso resolveria por hora os problemas de mão de obra”, acrescentou o dirigente do Sindsep, João Batista. 
 
Uma nova reunião deve ocorrer em breve com o superintendente para dar continuidade a outros pontos apresentados pelo Sindsep. A volta do jornal informativo, holerite eletrônico, cursos online para servidores terem evolução na carreira, retomada do processo de tratamento para trabalhadores com problemas do uso de álcool e outras drogas, convênio com o Sesc e a visita do superintendente aos locais de trabalho, foram alguns dos temas apresentados pelos dirigentes.