Funcionalismo

01 de Fevereiro de 2018 - 19:02

Doria foge, com Câmara lotada contra PL do Extermínio

Doria foge dos servidores


Servidores públicos municipais de todas as categorias se uniram na Câmara Municipal, nesse dia 1° de fevereiro, para a realização de um ato contra o PL 621/16. O projeto que já foi rejeitado inicialmente por tratar de previdência complementar, foi alterado em dezembro por Doria para se tornar uma reforma da previdência municipal quebrando o caixa do Iprem e confiscando os salários e benefícios de servidores ativos, aposentados e pensionistas. 

O Sindsep e várias entidades que compõem o Fórum Municipal de Entidades convocaram os servidores que lotaram a galeria e o plenarinho externo da Câmara para a realização do primeiro ato contra o "PL do Extermínio". O Projeto aumenta a contribuição do Iprem, de 11% para alíquotas de até 19%, conforme a faixa salarial, passando a pagar as contribuições patronais da Prefeitura que quer deixar de pagar os 22% atuais, reduzindo para 14%. Também Doria quer impedir que os futuros servidores contribuam para o mesmo caixa dos atuais servidores ativos, aposentados e pensionistas, quebrando de vez nosso Iprem.

Os servidores deram o recado na abertura das atividades de 2018, em que estava previsto a presença do prefeito João Doria. O mesmo não apareceu e todo o aparato para sua chegada foi desmontado. Doria não encarou a indignação dos servidores que além de serem castigados há anos pela política do 0,02%, não vão aceitar o confisco e o desmonte de direitos que pretende acabar com o funcionalismo e desmontar os serviços que a população precisa. 

Se aprovado, o projeto prevê ainda que qualquer aumento salarial, reestruturação ou nova gratificação precisam apresentar impactos por 75 anos e estarem previstos na Lei Orçamentária e Lei de Diretrizes Orçamentárias. Assim, fica impossível negociar qualquer ganho para os servidores. É o nosso Extermínio!

Ao contrário do que diz o governo, é esse projeto que quebrará o IPREM. Em 2 anos o governo pode tentar parcelar salários ou propor leis que congelam as promoções, progressões, evoluções, quinquênios e sexta parte, como já acontece em várias cidades e Estados. O Sindsep e as entidades presentes aproveitaram para, nos gabinetes dos vereadores, protocolar um manifesto assinado pelas mesmas, pedindo aos vereadores que retirem imediatamente esse projeto de lei, se posicionando contrariamente ao mesmo.

Ao final da atividade os trabalhadores, após uma votação simbólica, aprovaram por unanimidade sair com a tarefa da construção junto com o sindicato e entidades da unidade e de uma greve para barrar o projeto. A primeira iniciativa começa com o Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greves, marcado para o dia 19 de fevereiro, contra a reforma da previdência de Temer. Para esse dia, com o objeto de barrar o projeto de Doria que segue os passos de Temer, vamos construir paralisações na prefeitura para lutar pela nossa previdência, com a realização de um ato às 14 horas em frente à Prefeitura. Acompanhe a agenda do sindicato de plenárias regionais e organização das bases.