Funcionalismo

23 de Junho de 2020 - 14:06

Fora Bolsonaro, em favor dos serviços públicos e dos servidores

No dia mundial dos Serviços Públicos, 23 de junho, reafirmamos a valorização dos servidores e fortalecimento das políticas públicas.

O estado de São Paulo superou a marca de 220 mil casos confirmados de Covid-19 na segunda-feira (22). A capital paulista concentra a maior parte de contaminações, 120 mil casos confirmados da doença. Um número que a própria Prefeitura de São Paulo já afirma que poderá ser 10 vezes maior, conforme levantamento que está realizando por distrito. Mesmo assim a flexibilização do isolamento social – única ação para prevenir espalhamento da doença – evolui de forma acelerada pelos governos Doria/Covas em São Paulo.
 
Num país onde se registrava até segunda (22) mais de 51 mil mortes e passava de 1,100 milhão de casos confirmados da doença, os serviços públicos e servidores chegam ao Dia 23 de junho – Dia Mundial dos Serviços Públicos – com muito pouco a comemorar. Sem equipamentos de proteção individual, com salários congelados, em áreas essenciais no combate à pandemia do novo coronavírus sendo submetidos a jornadas exaustivas, pressão psicológica, assédio, se contaminando e morrendo.
 
Servidores públicos dos serviços essenciais não pararam nesses mais de 90 dias de pandemia. Enfrentam o medo de perder a vida, as consequências do abandono, do desmonte dos serviços públicos e do perverso efeito da Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos públicos em saúde, educação e outras áreas sociais.
 
Contrariando todas as medidas dos países que tiveram maior êxito no enfrentamento à epidemia, no Brasil, em nosso estado e município de São Paulo temos um enorme atraso nos testes para Covid-19. Mesmo assim, o governador João Doria e o prefeito Bruno Covas ajudam na disseminação da doença. Trens, metros e ônibus lotados, com a precipitada reabertura, indicam a redução do distanciamento social necessário para evitar a doença. Até um plano irresponsável de volta às aulas o governador anuncia, assim como abertura de equipamentos de esportes. Hospitais de campanha (eleitoral) de alto custo, com denúncias de contratos superfaturados, não surtem efeito positivo para tratar doentes. Hospitais públicos estão sendo empurrados para as mãos de organizações sociais, enquanto prédios de hospitais seguem abandonados em toda cidade e no estado.
 
Vivemos o obscurantismo numa gestão que promove o caos e ataca o Sistema Único de Saúde, política pública mais importante de enfrentamento à epidemia. 
 
Assim como os servidores públicos, os serviços públicos são o único caminho para vencer a pandemia. Diferentemente do governo Bolsonaro, que da mesma forma que o vírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19tem sido mortal para o povo brasileiro. Desmonta as políticas públicas de apoio à população, enrola e bloqueia o auxílio emergencial. Paulo Guedes, o ministro da economia, nos chama de parasitas, inimigos, condena idosos do grupo de risco a seguirem trabalhando com a reforma da Previdência e agora tenta congelar nossos salários já arrochados. 
 
Portanto, nesse 23 de junho, em nome dos Serviços Públicos e dos Servidores, reafirmamos o Fora Bolsonaro. Esse governo deve acabar para salvarmos os direitos, os serviços públicos, o trabalho decente e o fortalecimento do Estado como condutor das políticas públicas. Esse é nosso grito e nossa luta, em favor da vida da população.