Funcionalismo

13 de Novembro de 2020 - 10:11

Governo Bruno Covas persegue profissionais de enfermagem que combatem a pandemia

Pelo retorno imediato de Serilene, Cícero, Leonardo e Gilton ao Hospital do Tatuapé

Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep) e Internacional dos Serviços Públicos (ISP) lançam campanha contra a prática antissindical da gestão do prefeito Bruno Covas, que persegue servidores públicos.
 
Serilene Dias dos Santos, Gillton de Oliveira, Gilvania Torres Barbosa, Leonardo Conceição Nunes e Cicero da Silva Sales são profissionais de enfermagem do Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio, mais conhecido como Hospital do Tatuapé, na zona Leste da Capital paulista, que foram vítimas da perseguição do governo Bruno Covas. Todos removidos “ex officio”, por meio das portarias 536, 537, 538, 540 e 541, publicadas em Diário Oficial da Cidade, no dia 25 de abril de 2020, e republicadas em 28 de abril de 2020, com alterações.
 
Punição 
 
A pandemia escancarou a falta de investimentos, de protocolos, de equipamentos de proteção individual e de total desprezo da administração municipal com servidores e população que utiliza os serviços públicos. A imprensa denunciou irregularidades e o sofrimento dos profissionais de saúde. A resposta do secretário de Saúde Edson Aparecido, em abril, foi exigir providências para que a imprensa não tivesse acesso às informações, além da identificação e punição dos responsáveis. Em abril, Serilene Santos, Gilton de Oliveira, Gilvania Barbosa, Leonardo Nunes e Cícero Sales, profissionais da enfermagem do Hospital do Tatuapé foram removidos de seus locais de trabalho para longe de suas casas sob o pretexto do Estado de Emergência. Alguns foram transferidos para unidade com distância superior a 30 quilômetros. Outros adoeceram por essa situação arbitrária e seguem em tratamento.
 
Ao invés de corrigir o que está inadequado, contrário às orientações sanitárias, o governo Covas removeu trabalhadores, desmontou a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) e reabriu a cidade. Não há testes, nem vacina ou coquetel medicamentoso para tratamento, os números da pandemia ainda são assustadores, mas tudo tem sido naturalizado e pouco a pouco a crise vai sumindo dos telejornais. 
 
 
Omissão
 
O Sindsep pediu ao governo o retorno dos profissionais removidos, apresentou ofício rebatendo as alegações do governo e o silêncio é a resposta obtida após seis meses. 
 
O Sindicato não se omitiu de realizar durante toda a pandemia atos e protestos, intervir nas mesas de negociação para buscar o diálogo com o Poder Público, e pressionar por meio de denúncias enviadas à mídia e ao Judiciário, as condições inadequadas a que estavam sendo submetidos os profissionais de áreas essenciais, como a Saúde. Infelizmente o governo Bruno Covas comprovou que não é do diálogo, não atende às reivindicações dos servidores públicos, deixa que adoeçam ou morram, e quando não consegue: persegue-os.
 
Campanha
 
Nos próximos dias, o Sindsep, em conjunto com a ISP, trará aqui outros materiais e formas de todos que quiserem se manifestar pelo retorno imediato destes profissionais ao seu local de trabalho, o Hospital Municipal Cármino Caricchio (HM do Tatuapé).
 
Fique ligado/a e participe da Campanha que ganha repercussão internacional!