Funcionalismo

13 de Maio de 2020 - 17:05

Juneia Batista ressalta importância da luta do Sindsep neste momento de pandemia em reunião virtual promovida pela ISP

Juneia Batista, dirigente do Sindsep e da CUT Nacional, participou de uma reunião virtual promovida pela Internacional dos Serviços Públicos e o Conselho Mundial de prefeitos e prefeitas, nesta quarta-feira (13).

 

Sua participação se deu como trabalhadora de uma grande cidade da América Latina, São Paulo.  Juneia falou sobre as dificuldades enfrentadas no combate ao coronavirus, pela falta de condições de trabalho, a necessidade de testagem e a necessidade de equipamentos de proteção individual.

 

Também ressaltou o trabalho que o Sindsep vem realizando desde o início da pandemia, cobrando do governo equipamentos de proteção individual para os trabalhadores da chamada linha de frente, tanto servidores públicos como os terceirizados. Pelo afastamento de profissionais do grupo de risco e o trabalho em defesa da população da cidade de São Paulo.

 

O Sindsep está forte na luta por condições dignas de trabalho, indo nos locais de trabalho dialogando com os trabalhadores e chefias. Conseguiu dar visibilidade para os trabalhadores do Serviço Funerário em especial os sepultadores, que são considerados “invisíveis” pela sociedade.

 

“Sei que a pandemia devastou o planeta, mas a OMS em dezembro disse ao mundo que estava em movimento. Claro, é difícil ter leitos hospitalares, respiradores mecânicos, testes e equipamentos de proteção individual para todos. Mas, desde março, viemos da CUT, sindicatos e pessoas com responsabilidade civil e social alertando sobre a importância da conversão da indústria para fazer todos os dispositivos necessários para reduzir o número de mortes. Também a necessidade de isolamento. Reforçando o compromisso do sindicato municipal de São Paulo o Sindsep foi além. Desde o início, monitora e registra os piores momentos vividos pelos trabalhadores da saúde, assistência social e serviços funerários”, afirmou Juneia.

 

Outro tema abordado foi a violência doméstica que aumentou drasticamente neste período de isolamento social, e onde também os serviços de assistência à mulher foram interrompidos, principalmente pela falta de financiamento do governo federal.