Funcionalismo

07 de Outubro de 2021 - 11:10

Milhares de servidores vão às ruas contra PLO 07/21 (Sampaprev 2). Paralisação e nova manifestação dia 13

Manifestação vai à Câmara Municipal e exige retirada do Projeto de Emenda à Lei Orgânica – PLO 07/21, das maldades no pacote de leis enviados pelo Prefeito Ricardo Nunes. Protesto também reivindicou reajuste salarial para reposição da inflação nos salários, aposentadorias, nos Vales Refeição e Alimentação e a valorização das carreiras do Nível Básico e Médio.
 
 
Servidores lotaram a rua em frente à Câmara para demostrar aos vereadores a união do funcionalismo e deixar claro que quem votar a favor do Sampaprev não volta.
 
 
O Sindsep e entidades sindicais do funcionalismo público convocaram essa manifestação unificada na porta da Câmara na tarde desta quarta-feira (06), para pressionar os vereadores para que não votem o pacotão de maldades do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Uma nova manifestação está chamada para dia 13, com paralisação nos locais de trabalho, portanto vamos reunir os colegas e esse dia TEM QUE SER MAIOR.
 
 
Os servidores se concentraram em frente à Prefeitura, onde o presidente do Sindsep, Sérgio Antiqueira, afirmou que “o prefeito Nunes se declarou inimigo dos servidores públicos da cidade de São Paulo ao colocar o Sampaprev 2 escondido na Câmara”. 
 
Foto: Pedro Canfora, do Sindsep
 
 
Cerca de cinco mil servidores seguiram em passeata pelo centro da cidade até Câmara, onde os projetos do prefeito eram debatidos na CCJ – Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa. Por ação de vereadores da oposição, parecer não foi votado e adiada para próxima quarta-feira (13) a deliberação pela Comissão.
 
 
Luba Melo, dirigente do Sindsep, afirmou que Ricardo Nunes está de mãos dadas com Bolsonaro e Doria nos ataques aos servidores, abordando a PEC 32 do governo federal e o PLC-26 do governo estadual. E ainda declarou que os servidores não vão baixar a cabeça para o prefeito. “Somos fortes, somos servidores públicos, somos a resistência. Estamos em unidade hoje para dizer não ao Sampaprev, para dizer não as migalhas”.
 
 
O vice-presidente do Sindsep, João Gabriel Buonavita, lembrou da crise que estamos passando com a pandemia da Covid-19 e que os servidores mesmo sem condições mantiveram os serviços públicos em pé. Enquanto o prefeito Nunes, aumenta seu salário em 46% e retira o destes trabalhadores. “Estamos aqui para dizer não ao Sampaprev, não a minirreforma administrativa.  Esses projetos vão ser derrotados, estamos aqui para pedir respeito aos servidores e servidoras, aos aposentados que entregaram suas vidas ao serviço público da cidade de São Paulo, estamos aqui como categoria que recebe 0,01% há anos”. Na sua fala reafirmou a necessidade de reposição da inflação nos salários e a valorização das carreiras do nível básico e do nível médio.
 
Foto: Pedro Canfora, do Sindsep
 
 
Na caminhada até a frente da Câmara, as entidades sindicais fizeram uso da palavra. A manifestação tomou toda a rua em frente à casa legislativa. Foi informado que a ação dos vereadores de oposição pela obstrução foi bem-sucedida. O vereador Alessandro Guedes (PT) pediu vistas inviabilizando a votação nesta semana.  
 
 
Os dirigentes lembraram de 2018 que mais de 100 mil servidores foram para a porta da Câmara Municipal e conseguiram barrar a votação do então Sampaprev e que dessa vez não será diferente. Os servidores não aceitam os ataques promovidos pelo prefeito Ricardo Nunes e que vão estar na rua novamente para barrar o Sampaprev 2. 
 
 
O segundo bloco de falas, foi dos vereadores que estão do lado dos servidores. Parlamentares do PT e do PSOL. Lideranças partidárias do PT, PSOL e UP também tomaram a palavra. Trabalhadores do funcionalismo falaram também e cobraram das entidades ausentes a necessidade de unidade.
 
 
ASSEMBLEIA DELIBEROU CONTINUIDADE DA LUTA
 
 
O presidente do Sindsep, Sergio Antiqueira, abriu a assembleia e levou às propostas articulada com o Fórum de Entidades. Os servidores presentes decidiram por convocar paralisação geral do funcionalismo dia 13 de outubro, com manifestação na porta da Câmara Municipal. 
 
 
Foi aprovado o mandato aos sindicatos para, em caso de necessidade, seja convocada uma paralisação relâmpago antes do dia 13, já que o governo pode tentar dar um golpe nos servidores.
 
Foto: Pedro Canfora, do Sindsep
 
 
ORGANIZAR PARALISAÇÃO DO DIA 13 NOS LOCAIS DE TRABALHO
 
 
Este ato foi o início das mobilizações para barrar o Sampaprev 2 e garantir os direitos dos servidores. 
 
 
Não podemos esquecer que esse governo é "traíra". Ele pode fazer manobras para atropelar a votação. Não esquecemos que votaram o Sampaprev no dia 26 de dezembro de 2018, um dia depois do Natal. Ano passado a Câmara votou o aumento do prefeito e secretários de 46% no apagar das luzes do ano. 
 
 
É hora de mobilizar! Paralisar as atividades e ir para as ruas e garantir nossos direitos. Todos estão de parabéns por atender o chamado do Sindsep e do Fórum de Entidades nesta manifestação. Agora, todos juntos no dia 13.10 (quarta), às 14 horas, na porta da Câmara Municipal. 
 
 
Vamos  reunir nos locais de trabalho e convencer os demais colegas que ainda não vieram para as ruas. Vamos juntos pela unidade do funcionalismo para derrotar esse pacote de maldades do prefeito. 
 
JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!