Funcionalismo

22 de Março de 2021 - 14:03

São Paulo em Colapso: recorde de óbitos e sepultamentos nos cemitérios da capital

Na semana do dia 14 a 20 de março, a capital paulista bateu um assustador recorde no número de sepultamentos nos cemitérios públicos, privados e no crematório. Na terça-feira (16), foram realizados 336 sepultamentos, já na quinta-feira (18), foram 337 e no último sábado (20), foram inacreditáveis 372 sepultamentos.

 

Assim como os hospitais e UPAS que não há mais vagas, no serviço funerário pode ocorrer um colapso no transporte/armazenamento dos corpos e nos enterros.

 

Denunciamos o fato de que o número de sepultadores é muito baixo, são 173 efetivos do serviço funerário, 150 terceirizados e agora mais 35 no novo contrato emergencial. No entanto, esse número de sepultadores não cobre a possibilidade de haver enterros noturnos como previsto e caso chegue em 400 sepultamentos. O governo contratou seis torres de iluminação e seis retroescavadeiras para abrir novas valas. Mas e a mão de obra necessária?

 

O Sindsep vem alertando isso há anos, mesmo antes da pandemia. Em 2001 o serviço funerário contava com mais de 2.300 trabalhadoras/es na ativa. Em 2018 esse número era de menos de 900 trabalhadoras/es. Hoje esse número é ainda menor. O governo se negou a convocar 100 trabalhadores administrativos que foram aprovados em concurso, não contratou servidores emergencial e agora gasta milhões com empresas terceirizadas, sem necessidade, se houvessem investindo no reforço público estaríamos em outra situação.

 

Os trabalhadores e o Sindsep lamentam essas mortes e se colocam junto a população para exigir melhores condições de atendimento. Mas precisamos ter proteção e é necessário:

 

  • Contratar mesmo emergencialmente mais servidores públicos; chamando todos os aprovados do concurso, e emergencialmente os sepultadores;

 

  • Vacinar todos os trabalhadores do Serviço Funerário. Para os que trabalham na administração dos cemitérios, nas agências de contratação, na fiscalização, na expedição de caixões (Vila Guilherme, São Luiz, Vila Mariana, Itaquera);

 

  •  Instalação emergencial de câmaras frias para acomodação dos corpos até viabilização dos sepultamentos e cremações.

 

  •  Implantar tendas nos cemitérios para que não haja aglomeração e controle de entrada dos familiares no velório.

 

Enfim, retomar o SERVIÇO FUNERÁRIO 100% PÚBLICO!

Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/subprefeituras/servico_funerario/Boletim_Di%C3%A1rio_SFMSP%20(20)%20M.pdf