Funcionalismo

31 de Agosto de 2020 - 11:08

Secretaria de Saúde do governo Covas faz guerra de nervos contra trabalhadores da Covisa

Governo Covas deixa população sem orientação e ordena que servidores que estão trabalhando na Covisa a saírem do prédio, para entrar nova secretaria.

A Secretaria Municipal de Saúde está fazendo guerra de nervos com os trabalhadores da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), além de deixar a população à deriva, sem informações, em meio à pandemia da Covid-19.
 
Na manhã da sexta-feira passada (28) informaram aos trabalhadores que na segunda-feira (31) os servidores que permaneceram, assim como mobiliário, seriam transferidos para o 1º andar da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim. À tarde da mesma sexta, a orientação já era outra, a mudança seria sexta (4/09). Nesta manhã (31), ordenaram que os técnicos “arrumem” a mudança, porque outra secretaria executiva está chegando ao prédio.
 
 
Equipamentos de setor da Covisa amontoados na recepção do prédio
 
 
"Estão chegando pessoas aqui na Covisa, para ocupar o prédio. Está uma confusão e não sabemos quando, para onde vamos mudar", relata um trabalhador. "Está desesperador, precisamos da ajuda do Sindsep", diz outra servidora.
 
Além do desespero causado nos servidores, as medidas desrespeitosas da gestão Bruno Covas estão causando impacto bastante negativo na população. No site Google, o nome Coordenação de Vigilância em Saúde acumula pedidos de esclarecimentos de profissionais liberados para atender, mas sem protocolos enviados, venda de medicamentos psicotrópicos em farmácias que não estão sendo liberados para compra em razão da mudança de vias especiais, dúvidas relacionadas a zoonoses, processos que estão parados há três semanas, entre muitas outras. A maioria sem resposta da Secretaria Municipal de Saúde. 
 
A internauta “Fernanda D” escreve que há mais de duas semanas tenta “protocolar documentações e formulários pelo e-mail covisacmvs@prefeitura.sp.gov.br, conforme orientação no site da prefeitura...e todos os dias recebo e-mail de falha na entrega”. Há também pessoas que questionam se a Covisa já retomou o atendimento.
 
 
 
 
Enquanto processos e perguntas das mais variadas se acumulam pela instabilidade gerada pela portaria que transferiu para outras regiões 257 trabalhadores da Covisa -- publicada em edição extra do Diário Oficial da Cidade, no dia 14 de agosto, duas horas antes de entrar em vigor a lei eleitoral que proíbe esse tipo de remoção --, a gestão Covas segue desmontando o serviço e deixa a população sem orientação e os serviços sem protocolos, vigilância e controle.
 
O desmonte da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) é tão gritante, que na semana passada, o Tribunal de Contas do Município (TCM) cobrou explicações da Secretaria Municipal da Saúde, da gestão Bruno Covas (PSDB), sobre o processo de “descentralização” em meio à pandemia do novo coronavírus.
 
Conforme matéria publicada no jornal Agora São Paulo, no despacho, o conselheiro do tribunal Edson Simões cita a "possível ilegalidade” na transferência dos trabalhadores da Covisa e dá ao secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido dos Santos, 15 dias para se explicar.
 
Assim como não demonstra eficiência nas respostas à população, o secretário, que já havia dito que a mudança aconteceria por uma "necessidade de fortalecimento das ações da vigilância em saúde nos territórios do município", e que garantiria a permanência no prédio da Covisa aos técnicos que não quisessem ser transferidos para as regiões. 
 
Mais uma vez o secretário faz o contrário do que se comprometeu em reuniões com o Sindsep, Comissão de Trabalhadores da Covisa e Conselho Municipal de Saúde.
 
Na sexta-feira (28), circulava fotos de um croqui para a transferência da Covisa para o primeiro andar da Secretaria Municipal de Saúde, na rua General Jardim. Nesse mesmo dia, quem acessou a página da Covisa pelo site Google tomou um susto ao ver a informação “permanentemente fechado”.
 
 
 
 
Informação atualizada no sábado (29), mostrando o atual endereço da coordenação, na Rua Santa Isabel, 181, e funcionamento das 9h às 17h, de segunda a sexta.
 
 
 
 
Nesta segunda (31), os trabalhadores entraram em contato com o Sindsep pedindo ajuda porque receberam a ordem para arrumar sua mudança e deixar o prédio, pela chegada de outra secretaria.