Funcionalismo

25 de Março de 2021 - 18:03

Serviço Funerário assina contrato com empresa terceirizada para a realização de enterros noturnos

A pandemia vive o seu pior momento em todo Brasil e na cidade de São Paulo não está sendo diferente, com aumento no número de mortos pela Covid-19, o Serviço Funerário do Município de São Paulo, na última quarta-feira (24), publicou a Portaria 22, a qual estende os horários para a realização de sepultamentos, que passarão a funcionar todos os dias, das 7 às 22 horas. Os cemitérios da Vila Formosa, São Luiz, Vila Nova Cachoeirinha e o São Pedro irão realizar os enterros noturnos.

 

Lembrando que o Sindsep na última reunião realizada no dia 3 de março com a Prefeitura questionou o vencimento do contrato da empresa terceirizada BK que venceu nesta segunda-feira (22), que foi renovado e no novo contrato assinado no dia 19 de março, constava a integração de 35 novos sepultadores, o que consideramos um número insuficiente para a realização dos enterros noturnos.

 

No Diário Oficial desta quinta-feira (25), foi publicado um contrato de emergência com a empresa Maximus que ofertaram 50 sepultadores, a partir de hoje para que possam ajudar nos enterros noturnos. No entanto, a situação é complicada, o governo avança com a terceirização. O Sindsep apresentou a proposta para que fosse contratado de forma emergencial pelo Serviço Funerário, que sairia até mais barato, mas o governo não aceitou.

 

O novo contrato com a Maximus terá duração de seis meses, no valor de R$1.365.000,00, ou seja, R$ R$ 227.500,00 por mês. Se fossem contratados os mesmos 50 sepultadores por contratação emergencial direto pelo serviço funerário seria praticamente pela metade. Os servidores recebem em média R$ 2.400,00 de salários base e benefícios, ou seja, custaria R$ 120.000,00, valor bem abaixo da contratação de uma terceirizada. Na verdade, quem ganha é a terceirizada.

 

Por isso, o Sindsep exige a imediata contratação de novos sepultadores (pelo serviço funerário) para que não haja sobrecarga de trabalho dos sepultadores que já vem sofrendo com o sucateamento por parte do governo Covas. Exigimos também todos os equipamentos de proteção individual necessários para garantir a segurança desses profissionais que são de extrema importância para a cidade de São Paulo.