Funcionalismo

14 de Abril de 2017 - 11:04

Servidores decidem aderir à greve geral dia 28 de abril

Para pressionar Doria, dia 11 de maio será novo dia de paralisação

No dia 12, após ouvirem as respostas do governo, trabalhadores(as) decidiram em assembleia, pela greve no dia 28 de abril e paralisação no dia 11 de maio.

Sindsep realizou no mesmo dia uma agenda de mobilização para a greve geral do dia 28 e para cobrar do governo, respostas quanto a pauta da campanha salarial 2017 dos servidores.

A atividade iniciou pela manhã com a diretoria do sindicato percorrendo as ruas do centro panfletando e divulgando pelo som móvel aos munícipes, os estragos que o golpista Temer pretende com as reformas da previdência e trabalhista e com a lei de terceirizações.

Na parte da tarde uma banca com um aposentómetro calculava para os cidadãos que transitavam, quanto tempo a mais de trabalho a reforma queria impor. Enquanto isso, trabalhadores mobilizados na Câmara Municipal, visitaram os gabinetes para entregar carta aberta aos vereadores cobrando posicionamento em apoio aos concursos e contra o Projeto de Lei de Doria que institui a empresa pública SP Negócios para promover o desmonte e entrega dos patrimônios e serviços públicos da cidade de São Paulo, acelerando o programa de desestatização da Gestão Doria. O objetivo é vender a cidade ao empresariado fugindo das tramitações exigidas em lei e do controle social imprescindíveis quando falamos de dinheiro e patrimônios públicos que sai dos cofres municipais para o setor privado.

Da Câmara, os trabalhadores saíram em caminhada para a Praça do Patriarca. Uma comissão composta pelos dirigentes Sergio Antiqueira, Paula, Leite, Lourdes Estevão e Vlamir Lima foram recebidos por representes do governo. A comissão não recebeu nenhuma resposta concreta do governo sobre a pauta e passou seu relato à assembleia. Segundo Paula Leite, a comissão avaliou que a intenção do governo é tratar a pauta do Sindsep, que é o único sindicato geral na cidade, junto com outras entidades, como forma de ganhar tempo. Na avaliação de Vlamir Lima, a mesa vai ser utilizada pelo governo como forma de postergar respostas. Para Lourdes Estevão, a resposta dos trabalhadores só pode ser dada nas ruas com mobilização e paralisação.

Sergio Antiqueira alertou para os ataques que estão acontecendo no Brasil contra os trabalhadores e trabalhadoras, com a Reforma da Previdências, a Reforma Trabalhista e a lei das terceirizações, e em São Paulo com o projeto de “desestatização” (privatizações e terceirizações) de Doria que na verdade se trata de reduzir a administração direta dos serviços transferindo ao máximo recursos, equipamentos e patrimônios da cidade ao setor privado. O Sindsep está articulando com diversas forças, movimentos e frentes uma campanha com o título Sâo Paulo Não Está à Venda (veja a página no Facebook). Lembrou o Presidente que o governo Doria mandou um plano de metas com inúmeras propostas de privatiza e terceirizar, mas nenhuma que valorize os servidores. Não dá para acumular mais índices de 0,01%, e o governo deve dar uma resposta antes de 1º de maio, data base do funcionalismo no município. A principal reivindicação dos servidores é a Revisão Geral Anual 2017. Cobramos a inflação do período, mais 10% de aumento real, compondo o índice de 15,8%. Veja a pauta na íntegra.

GREVE

Os servidores decidiram que dia 28 de abril é dia de parar a Prefeitura aderindo à greve geral chamada pela CUT e todas as demais centrais. Também foi aprovado que no dia 11 de maio, os serviços municipais precisam parar em forma de protesto e pressão ao Governo Dória que após 100 dias não apresentou uma resposta à pauta dos municipais.