Funcionalismo

04 de Dezembro de 2018 - 17:12

Sindsep convoca Plenária de AGPPs e Agentes de apoio para ORGANIZAR a mobilização contra a proposta do governo

A plenária será realizada no dia 10/12 às 15 horas na rua São Bento, 413, auditório Azul (Sindicato dos Bancários) e terá como objetivo principal mobilizar a categoria para defender a contraproposta do Sindsep e organizar a luta.

No dia 27 de novembro depois de quase um ano do fim do Grupo de trabalho Intersecretarial que estudou a situação do nível médio na Prefeitura, de muitas idas e vindas, e pressão o governo finalmente apresentou uma proposta para negociação.

No entanto a proposta é "ridícula". Esse foi o sentimento dos servidores assim que viram tal proposta.

Além de excluir os agentes de apoio, e, até mesmo, os AGPPs das Autarquias, propõe transformar a carreira em subsidio com um patamar inicial tão baixo (R$1700,00) que para mais de 85% da categoria contemplada o reajuste em 2019 é de 0% e ao longo de 3 anos alcançaria um reajuste médio de apenas 22% segundo o próprio governo.

Servidores acima do M11, portanto, com mais tempo de carreira teriam apenas 3% de reajuste.

E isso tudo numa situação em que de 2013, quando AGPPs e Agentes de apoio tiverem seu último reajuste até 2018, a inflação acumulada do período está na faixa de 33% (IPCA), valor que sem ser reposto acabou resultando, na prática, numa redução do salário dos servidores.

A proposta ainda tem outros problemas como a ampliação de 15 para 20 o número de referências, com uma carreira mais longa do que a saúde e os universitários. O prefeito e secretário de Gestão propõem uma integração linear para a nova tabela, quer dizer, sem que o servidor evolua para a nova tabela de acordo com sua contagem de tempo atual. Para os admitidos a única menção do governo é a classificação estacionada na referência M5.

A proposta apresentada pelo prefeito Bruno Covas e seu secretário de Gestão são a demonstração que sem organização e mobilização da categoria junto com o sindicato não será possível ter condições de trabalho e salário dignos.

O Sindsep ao contrário vem sustentando uma proposta que contemple todos os AGPPs, incluindo das autarquias, agentes de apoio e que prevê uma remuneração inicial que é pelo menos 50% da remuneração dos universitários, com o fim da data base para progressão e promoção e a integração na nova tabela respeitando o tempo de trabalho de cada servidor.

Por isso é fundamental a presença ampla do conjunto dos AGPPs e agente de apoio para debater a questão e organizar esta luta!