Funcionalismo

30 de Maio de 2022 - 10:05

Sindsep realiza reunião do Conselho de Representantes Regionais para debater Campanha Salarial

Sindsep realizou a última reunião do atual mandato do Conselho de Representantes Regionais, na manhã desta sexta-feira (27), que teve como tema principal Campanha Salarial e mobilização para o ato do dia 09 de junho.

 

A abertura do encontro foi com falas dos dirigentes das pastas da saúde, educação, Serviço Funerário, Guarda Civil e com uma análise da campanha salarial.

 

O secretário dos Trabalhadores da Educação, Maciel Nascimento, abordou as dificuldades e o autoritarismo que ocorre em todos os setores do funcionalismo. Apresentou as lutas enfrentadas na educação como as salas multietárias; o suto de Covid nas escolas e sem orientações da SME, por isso o Sindsep elaborou um material para levar para as escolas https://sindsep-sp.org.br/materiais/cartaz/atencao-trabalhadores-da-educacao-municipal-a-pandemia-de-covid-19-nao-acabou

 

Maciel também abordou o projeto de terceirização da gestão nas unidades escolas, projeto proposto pela base aliada do governo. “Partido novo tem sido eficiente para o desmonte dos serviços públicos em todos os lugares e aqui eles querem terceirizar a gestão das escolas. Todo processo de terceirização vem se avolumando na educação. Temos na merenda, limpeza e segurança”.

 

O secretário de Políticas Intersindicais, João Batista Gomes, falou sobre a luta no Serviço Funerário, contra a terceirização/privatização. Que desde o governo Doria, se tenta privatizar, mas que o Sindsep juntamente com os servidores estão duramente conseguindo segurar. No dia 05 de maio, estava marcado o leilão da concessão/privatização, mas foi suspendido, devido a vários problemas; A não contratação de servidores, devido a esse projeto e a alta nas aposentadorias, cerca de cinco a seis estão se aposentando mensalmente no SFMSP.

 

João ainda falou sobre a troca na Superintendência, que agora conta com um coronel da Polícia Militar e das perseguições que estão ocorrendo; bem como da restruturação que ocorreu de forma extremamente bagunçada. Deixando servidores até mesmo sem vale transporte.

 

O dirigente do Departamento de Segurança Urbana, Eudes Wesley, falou sobre o salário dos guardas ser um dos menores na Prefeitura e por isso, eles queriam abrir concurso público para mil novas contratações, porém precisavam que o salário fosse atrativo. Então no ano de 2021, governo montou uma comissão para rever o salário na GCM, sem aceitar ajuda do Sindsep.

 

No entanto, em fevereiro de 2022, enviaram uma minuta de projeto para a Câmara com mudanças na carreira, sendo que no início até torna atrativo, mas para o meio e final destrói. E desde então se buscou unidades entre as entidades que representam a categoria e a participação em audiências públicas que trataram do projeto.

 

No Colégio de Líderes foi apresentado uma minuta construída pelas entidades e com uma tabela que atende toda a categoria. Essa semana o projeto não foi votado, mas está previsto para passar em votação na próxima quarta-feira, 1º de junho.

 

A secretária dos Trabalhadores da Saúde Flávia Anunciação falou sobre as perseguições aos servidores nas unidades de saúde em que muitos são ameaçados de perdes J40, bonificação e até mesmo hora extra, o que é muito preocupante. Além da tentativa do governo de reduzir os espaços de negociação e debate.

 

Falou sobre a situação do HSPM, em que o setor de manutenção está com todas as suas saídas e entradas bloqueadas, inclusive as que são rotas de fuga. “Estamos pleiteando a abertura imediata desse setor. Eles não podem permanecer fechados. Fizemos um ato na porta”.

 

O secretário geral do Sindsep Sérgio Antiqueira, fez uma análise breve sobre o cenário nacional com Bolsonaro e da luta a esquerda para tentar derrotá-lo ainda no primeiro turno. Bem como lembrou das mortes ocorridas essa semana no Rio de Janeiro após uma operação policial e da morte de um civil no Sergipe por asfixiamento por parte da Polícia Federal Rodoviária.

 

Sérgio falou sobre as atividades da campanha salarial a qual a última realizada na tarde mais fria do ano foi prejudicada com a não participação dos aposentados. Mas que houve um aumento na participação do pessoal na ativa e que o governo sinalizou que pode dar alguma resposta a proposta apresentada.

 

Por isso, em assembleia realizada na última quarta-feira, 25 de maio, os participantes deliberaram pela paralisação no dia 09 de junho, bem como a realização de assembleias nos locais de trabalho.

 

Após a fala de Sérgio, foi aberto para os conselheiros realizarem suas intervenções. Após respondidos os questionamentos, foi iniciado o segundo bloco do encontro com a participação do vereador Antônio Donato (PT), que trouxe um pouco da situação da gestão do prefeito Ricardo Nunes.

 

Segundo Donato Ricardo Nunes assume após a morte de Covas, fraco politicamente porque no processo eleitoral ele ficou escondido, devido as denuncias contra ele. Tanto que hoje ele tem 12% de aprovação. Além disso, seu governo é débil, há problemas políticos que ele não consegue resolver.

 

Com a incapacidade de Nunes de ser um gestor e com sua cabeça privatista, ele vai gerando um acúmulo de recursos. Seu governo iniciou com 22 bilhões em caixa e hoje tem 32 bilhões, dinheiro que pode se fazer muitas coisas pela cidade. “Sindicatos tem uma oportunidade que o dinheiro que tem hoje não se vê há 20 anos. Se uma parte desse recurso ser implantado no funcionalismo. Você cria uma situação mais favorável para a luta do funcionalismo”.

 

Após a fala do vereador, servidores trouxeram algumas questões do seu dia a dia, como a falta de organização do governo e como ele faz sua gestão. A cidade esta suja, hospital da Brasilândia poderia estar atendendo a população da região, mas está atendendo apenas alguns casos de Covid. Outra questão apresentada foi a falta de carro para as nutricionistas poderem realizar fiscalização, mesmo se tendo dinheiro.

 

Ao final das falas, Donato respondeu a todos e Sergio Antiqueira realizou os encaminhamentos final da reunião, sendo aprovados por unanimidade. Sendo eles:

 

  • Terceirização na educação – seguir junto fortalecendo, todos os setores serem contra esse projeto;

 

  • Trabalho nos territórios fazer mobilização para ato dia 09, garantir que tenha representação. Que tenha representantes – RSU ou representantes para ajudar com o diálogo entre sindicato e unidade;

 

  • Ampliar mobilização para o ato no dia 09 de junho, com assembleias nas unidades para construir a paralisação nas unidades e tirar representantes;

 

  • Intensificar o ato no dia 7 de junho, com os aposentados, em frente ao Fórum João Mendes;

 

  • Vamos trabalhar muito nas redes sociais. Tentar destaque no SPTV como se conseguiu nas outras vezes;

 

  • Unidades devem trazer cartazes no dia 09 mostrando a adesão;

 

  • Contratação de ônibus para as regiões, caso tenha número de servidores suficiente,

 

  • No fazer política, no debate com os servidores e servidoras falar sobre a importância da Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado e a importância das escolhas dos candidatos certos. Ampliar a esquerdas nestes locais;

 

  • Há dinheiro na Prefeitura. Vamos fazer contas, conversar com gabinete do Donato. Trabalhar na linha de reduzir politicamente a representação do Ricardo Nunes. Torna-lo conhecido negativamente;

 

  • A elaboração de um Seminário para debater o orçamento da Prefeitura.