Funcionalismo

03 de Março de 2021 - 11:03

Sindsep se reúne com superintendente do Serviço Funerário para discutir questões de trabalho e a terceirização e privatização

O dirigente do Sindsep, João Batista Gomes, e o representante sindical de unidade Claudio se reuniram nesta terça-feira (2), com o superintendente do Serviço Funerário, Dário Barreto e com o chefe de gabinete Pedro Barbieri, para tratar questões de trabalho em meio a pandemia.
 
 
Uma das questões abordadas é a vacina. O Sindsep reivindicou que se amplie para todos que realizam atendimento. Pois no momento o Plano Nacional de Imunização não garante a vacinação dos trabalhadores do atendimento. Argumentamos que os atendentes correm risco tanto quando o pessoal dos cemitérios e agenciadores. O superintendente concordou em enviar novo ofício pedindo vacinação para todos dos cemitérios.  
 
 
O Sindsep continuará exigindo dos Governos Covas, Doria e Bolsonaro a vacinação de todos os trabalhadores do Serviço Funerário e de toda a população. No entanto, é necessário o engajamento de todos nessa batalha. Não conseguiremos resolver essa questão apenas em mesa de negociação. Precisamos realizar ações que impactem a sociedade, precisamos de todos nessa luta.
 
 
Em relação as remoções “ex-ofício” que estão ocorrendo praticamente toda semana. Dário informou que vai continuar e que terá mais nos próximos dias. Questionamos isso, pois essa medida é uma regra da época da ditadura militar e que está sendo usada para punir os trabalhadores, simplesmente porque acreditam nos administradores. 
 
 
Além disso, essas remoções estão ocorrendo sem nenhum critério, um exemplo, é a transferência de ex-cipeiro do Cemitério Vila Formosa 2 e um colega readaptado. Do Formosa foram transferidos dois trabalhadores e não enviaram ninguém no lugar. Sobre essa questão o superintendente afirma que não precisa que o atendimento está funcionando perfeitamente. Mas gostaríamos de saber dos trabalhadores do Vila Formosa 2 como está a situação?
 
 
A questão em relação aos cipeiros, iremos encaminhar a lei da CIPA para o Serviço Funerário, pois ela estabelece a proibição da remoção, mesmo após o fim do mandato, o que o RH deveria saber. 
 
 
As horas extras também foram tema da reunião, pois há uma publicação que estabelece que pode-se realizar duas horas extras por dia e 40 semanais, porém ela não esta em vigor ainda, o que só acontecerá após o fim da pandemia, ou quando houver a revogação do decreto que estabelece estado de emergência na cidade. No entanto, reforçamos que isso não resolverá o problema, mas que sim a contratação de mais trabalhadores. 
 
 
A terceirização também foi debatida. Pois a FVB assumirá a mesa de tráfego e o novo contrato emergencial com a empresa prevê a passagem do controle da mesa e o combustível deverá ser arcado pela própria FVB. O Sindsep não concorda com isso. O Serviço Funerário do Município de São Paulo, irá perder o controle sobre as remoções. O superintendente diz que não voltarão atrás nessa decisão. 
 
 
Os servidores que trabalham na mesa dos cemitérios Vila Guilherme e Vila Mariana serão removidos. E segundo o governo, haverá possibilidade de escolha do local para parte dos trabalhadores. Porém, infelizmente nenhum servidor da mesa destes cemitérios pode participar da reunião. 
 
 
Já em relação a privatização, Dário afirmou que este ano acontecerá. No entanto, a última publicação do Tribunal de Contas do Município, ela está suspensa “sine die”, ou seja, sem data para acontecer. Mas segundo o superintendente já estão sendo adequado os documentos, contratos e demais documentação necessária para o processo. 
 
Portanto, precisamos ficar atentos e continuar nossa luta por um Serviço Funerário 100% público!