Mulheres

11 de Junho de 2018 - 12:06

Mulheres de vários movimentos participam de audiência com Ministério Público

Luba Melo

Secretaria da Mulher Sindsep-SP

Militante AMB-Articulação de Mulheres Brasileiras 

Sindsep, juntamente com várias lideranças sindicais, políticas e diversos movimentos de mulheres, participaram no dia 7 de junho, participaram de audiência pública no Ministério Público do Estado de São Paulo, um dia importante de luta para as mulheres.

 

Estiveram presentes na audiência representantes da coordenação Nacional de Entidades Negras, Marcha das Mulheres Negras, Movimento Popular de Saúde, Secretaria de Mulheres do PT, Observatório da Mulher, Rede Mulher e Mídia, Mulheres de Atitude, Círculo Palmarino, Mulheres do PSOL, Rede Feminista, MNU Nacional, Maria Maria, DCE-USP, Sempreviva Organização Feminista, União Brasileira de Mulheres, Impacto Feminista/Mogi das Cruzes, União da Juventude Socialista, Conselhos dos Direitos da Mulher - SP, Comitê de Luta Cidade, Articulação de Mulheres Brasileiras.

 

Como também parlamentares como a deputada estadual Beth Sahão (PT), a vereadora Juliana Cardoso (PT) e o vereador Eduardo Suplicy (PT) e a ex-ministra da Secretaria de Políticas para as mulheres, Eleonora Menecucci.  

 

A audiência foi coordenada pelo subprocurador-geral de Justiça de Políticas criminais, Mario Sarrubbo, em que as mulheres entregaram uma carta ao Ministério solicitando investigação e punição dos assassinatos de mulheres que caracteriza feminicídio, que vem aumentando significativamente.

 O feminicídio é o assassinato de mulheres pela questão de ser mulher, envolve questão de gênero. Elas são estupradas e assassinadas apenas por serem mulheres", declarou Ana Rosa Costa, presidente do Conselho Municipal de Política para as Mulheres de São Paulo e dirigente da CUT. 

O encontro foi marcado pelo depoimento emocionante da Marisa, mãe da jovem Isadora Pereira Lima, moradora da Zona Leste de São Paulo que foi brutalmente estuprada e assassinada no dia 4 de maio deste ano. Após um mês o caso segue sem solução.

 

Tivemos falas importantíssimas como da ex-ministra Eleonora que falou sobre o quanto o desmonte das políticas públicas atingem principalmente as mulheres, como exemplo, a  extinção da Secretaria da Mulher da Prefeitura de São Paulo e o abandono da Casa da Mulher Brasileira, importantes projetos de atendimento humanizado das mulheres.

 

Importante frisar que o Tribunal de Justiça de São Paulo, no último dia 6, considerou inconstitucional a reforma administrativa da gestão de prefeito João Doria (PSDB), que alterou ou extinguiu secretarias essenciais como a de Políticas para as Mulheres e Promoção da Igualdade Racial, por meio de decreto. Os parlamentares presentes se comprometeram a solicitar uma audiência com o Prefeito Bruno Covas para que o referido decreto seja revogado e garanta o retorno das secretarias.

 

As promotoras de Justiça Valéria Scarance (núcleo de gênero), e Fabíola Sucasas (núcleo de inclusão social), fizeram questão de enfatizar o compromisso deste órgão com a causa do feminicídio. 

 

Em nome das milhares de vítimas gritamos pelo fim do feminicídio e pedimos um basta na violência!

#nenhumaamenos#chegadeviolencia#fimdofeminicidio