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01 de Maio de 2021 - 17:05

1º de Maio | Atos denunciam, nas quatro regiões de SP, genocídio dos governos Bolsonaro, Doria e Covas

Atividades também exigiram vacina para todos/as, condições para a retomada das aulas presenciais, auxílio emergencial digno, segurança alimentar, fortalecimento do SUS e derrota da reforma administrativa.

Por Cecília Figueiredo, do Sindsep
 


O Sindsep participou de atos/carreatas simultâneos nas quatro regiões de São Paulo, na manhã deste sábado (1º), Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora. As atividades integraram a programação unificada, organizada com a CUT, centrais sindicais e movimentos sociais na cidade, para denunciar a política genocida do governo federal que já tirou a vida de mais de 400 mil pessoas no Brasil em decorrência da covid-19.

Ato na região central, Largo do Paissandu ao Viaduto do Chá. | Fotos: Elineudo Meira/ selfie da Laudiceia Reis

 

O 1º de Maio de Resistência, Luta e Solidariedade deu espaço reforçou a denúncia e importância da luta contra a reforma administrativa por servidores públicos, mas não minimizou questões como fome, desemprego, falta de moradia e a ameaça do direito mais elementar, a vida, pela política genocida praticada pelos governos Bolsonaro, Doria e Covas.

 

REGIÃO CENTRAL 

 

“Estamos em cada serviço de saúde, nas escolas, nos serviços de Assistência Social, no Serviço Funerário, lutando ombro a ombro para poder garantir serviço público para a população, mas tá difícil, porque estamos enfrentando governos genocidas. Governos que negam ao povo brasileiro o mínimo para sobreviver a uma crise sanitária. Nega vacina, nega comida ao povo. Porém, João Doria e Bruno Covas são igualmente genocidas. Estamos enfrentando nos governos do PSDB em São Paulo um projeto de morte, responsável por levar trabalhadores de hospitais, do serviço funerário, da assistência à morte por covid, que está matando trabalhadores/as da Educação. E é por isso que estamos há 82 dias em greve, porque defendemos a vida”, afirmou João Gabriel Buonavita, vice-presidente do Sindsep, no ato unificado com os movimentos de moradia e sindicais, que se reuniram com distanciamento sanitário, no Largo do Paissandu, centro de São Paulo.

 

O dirigente, que participou da caminhada até o Viaduto do Chá, enfatizou as principais bandeiras deste 1º de Maio, que é vacina para todos/as, condições para a retomada das aulas presenciais, auxílio emergencial digno, segurança alimentar, fortalecimento do SUS e derrota da reforma administrativa. “Os trabalhadores desempregados não querem ‘auxílio-merenda’ de R$ 50, insuficiente até para comprar um botijão de gás. O povo não quer cozinhar no querosene ou fogão à lenha, nem viver de cesta básica. O povo quer segurança alimentar e auxílio-emergencial decente”.

 

CENTRO EXPANDIDO

 

Na Mooca, próximo ao antigo Cotonifício Crespi, que em 1917 foi a faísca para a primeira greve geral de trabalhadores no Brasil, dirigentes do Sindsep e militantes de movimentos sociais e sindical se concentraram para um ato seguido de carreata, que denunciou por meio de cartazes e faixas a política genocida e pediu Fora Bolsonaro, fortalecimento do SUS, auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia, retomada das aulas presenciais somente após a situação da pandemia controlada e defesa do emprego.

 

Concentração para saída da carreata na Rua dos Trilhos, Mooca.

 

REGIÃO NORTE

 

Na avaliação de Vlamir Lima, dirigente do Sindsep, que esteve no ato/carreata da zona Norte, onde 50 carros acompanharam o trajeto de 40 quilômetros, entre a Brasilândia e o Parque Novo Mundo, não é possível a continuidade do governo Bolsonaro. “Nem mais um dia do governo Bolsonaro, pois as mortes já ultrapassam as 400 mil. Nem mais um dia desse governo GENOCIDA, pois aumenta a fome e a insegurança alimentar da população. Nem mais um dia desse Governo Bolsonaro que retira direitos dos trabalhadores e só aumenta o desemprego em nosso país. Nem mais um dia desse Governo Bolsonaro, que destroi os serviços públicos e quer avançar com a PEC 32 da Reforma Administrativa”, enfatizou.

 

Carreata da Norte partiu da Brasilândia até o Parque Novo Mundo denunciando política genocida.

 


Segundo ele, o 1° de Maio de 2021 é de denúncia dos governos Bruno Covas e João Doria, que causaram o descontrole da pandemia do coronavírus e para dizer “Não aos golpistas FHC, Rodrigo Maia, Doria nos atos dos trabalhadores no 1° Maio".

 

REGIÃO OESTE


Na região Oeste, outra carreata. Os ativistas partiram do Largo da Batata, onde foi instalado um ponto de coleta de doações de alimentos, até a Praça Elis Regina, no Rio Pequeno, onde outro ponto de coleta de alimentos foi instalado. Já na Comunidade São Remo, uma das maiores de São Paulo, um ato de solidariedade encerrou a atividade, na rua Baltazar Rabelo.

 

1º de Maio de Resistência, Luta e Solidariedade na Comunidade São Remo, Rio Pequeno.

 

“Nada a comemorar neste 1º de Maio. O Brasil amarga uma situação muito difícil, mais de 14 milhões de desempregados, uma situação muito alarmante, fome, miséria, os maiores ataques à classe trabalhadora e aos serviços públicos. Por essa razão, que dirigentes do Sindsep, lideranças populares e militantes de movimentos estiveram hoje nas quatro regiões de São Paulo denunciando Bolsonaro, Doria e Covas que praticam uma política de ataque à classe trabalhadora”, comentou Luba Melo, dirigente do Sindsep, no encerramento da atividade na Comunidade São Remo.

 

 Faixaço esticado no Viaduto do Chá por manifestantes | Foto: Elineudo Meira/@fotografia.75

 


Lira Ali, professora de Artes da EMEF CEU Butantã, que integra o Comando de Greve Butantã, esclareceu que os 81 em greve pela vida significa dizer não ao genocídio e pediu o apoio da população. “Estamos dizendo não à política dos governos Covas, Doria e Bolsonaro que, juntos, estão matando os trabalhadores da Educação e a população brasileira. Seguiremos em greve mesmo com os salários cortados, mas precisamos do apoio de vocês. Estamos com um Fundo de Greve Solidário, porque acreditamos que somente a organização coletiva é possível fazer o enfrentamento a esses genocidas e defender a vida de nosso povo”, disse a educadora, ao acrescentar que “criatividade” na classe trabalhadora é fundamental para alimentar as lutas, referindo-se a oitava faixa de 200 metros quadrados que, após ser estendida no Viaduto do Chá pelos grevistas, foi retirada pelo governo. “Nós fizemos oito e faremos outras, porque só a classe trabalhadora constrói, sonha e tem irreverência para lutar e transformar”.



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