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21 de Fevereiro de 2020 - 16:02

18 de março é dia de defender os serviços públicos e as estatais!

No final de 2019, Bolsonaro editou as Propostas de Emendas Constitucionais 186, 187 e 188 para “regulamentar o corte de gastos públicos”. A plenária de servidores e trabalhadores de estatais de 26 de novembro em Brasília respondeu com um calendário de mobilizações apontando para o dia 18 de março com greves e mobilizações.
 

No final de janeiro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM RJ), afirmou em reunião com empresários que a PEC 186 da reforma administrativa vai tramitar de forma acelerada.
 

A CUT reuniu seu secretariado em 29 de janeiro para discutir o 18 de março. Entidades nacionais já tomaram posição de greve nesta data, como a CNTE (rede pública de Ensino), a CONFETAM (municipais), a CONDSEF (federais) e a CNTSS (Saúde e Seguridade).
 

O eixo discutido na CUT para o 18 de março é a defesa dos serviços públicos e contra as privatizações. O que não é uma luta só dos trabalhadores do setor público, pois o seu desmonte vai atingir todo o povo, enquanto a privatização, além de mais desemprego, vai entregar estatais e serviços ao capital privado e multinacionais.
 

Organizar a resistência

É preciso um amplo trabalho de explicação de cada medida do governo, mostrando que o corte de gastos públicos vai se traduzir em menos postos de saúde, menos escolas, menos vigilância sanitária e medicamentos para a grande maioria do povo.
 

Assim, na plenária do setor público da CUT-SP (31/01) foi adotada a orientação de realizar assembleias, plenárias regionais, a adoção de boletins e vídeos para esclarecer a população, além de propor às demais centrais – que apoiam o 18 de março – uma plenária conjunta ainda em fevereiro.
 

Em 1º de fevereiro essas propostas foram aprovadas na plenária geral de mobilização da CUT SP, incorporando atos nas agências do INSS em 14 de fevereiro proposta pelas centrais, em defesa da Previdência pública, a mobilização de 8 de março (ver abaixo), rumo às paralisações em 18 de março.


João B. Gomes é membro da Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e secretário de Imprensa do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep).