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30 de Maio de 2018 - 16:05

As consequências de um golpe

Carta de apoio à Greve dos Caminhoneiros pela redução do diesel
 
O presidente Lula conseguiu autossuficiência de abastecimento de petróleo no Brasil. Tempos bons e faz poucos anos! Tínhamos um Estado presente que investia de forma maciça em educação, no fim da fome e da miséria, sério programa habitacional, entre outros investimentos. Era o Estado regulando para a selvageria do mercado não criasse mais miséria num país que merece crescer e distribuir suas riquezas para todos.
 
Mas veio o golpe e a presidenta Dilma Rousseff teve tomado o seu cargo por um mercado que quer lucrar insanamente. Deputados financiados pelo mercado especulativo votaram pelo impeachment e prometeram crescimento e fim de crise. A crise desde então só aumenta. Botijões de gás em pouco mais de um ano subiu de R$ 35,00 para R$ 70,00, gasolina de R$ 2,70 para R$ 5,00.
 
O colapso atual da Greve dos Caminhoneiros é resultado de tamanha sede de lucro e acordo com paradigmas internacionais. Os caminhoneiros pararam sim por conta de entenderem que seu sustento estava em jogo. Foram tantos reajustes, sem nenhuma regulação do mercado que o resultado foi o inevitável: greve e desabastecimento. O movimento é bastante heterogêneo e inclui desde o caminhoneiro que tem apenas um caminhão, até empresas de transportes, todos com prejuízos por conta do preço do diesel.
 
O Sindsep apoia a atitude de enfrentamento dos caminhoneiros que se opuseram sem medo ao golpista Michel Temer. Casos isolados de apoio a intervenção de militares não representam o movimento que nos parece legítimo de uma classe que sofre com a política de preços da Petrobrás. Militares administrando o Brasil, nunca mais!
 
Sonho de consumo de qualquer país ou multinacional, a Petrobras é mais do que uma empresa, a Petrobrás é um patrimônio material e imaterial. Somos autossuficientes e todos os prognósticos dizem que esse patrimônio será bem importante para as próximas gerações. No entanto, tanto valor não passa despercebido, tudo o que pode, será feito para que vendamos a Petrobras a troco de banana. E, isso não faremos. A Petrobrás é nossa.
 
Para a população e toda a classe trabalhadora fica a motivação de que juntos os trabalhadores de um setor sim podem mudar a política nacional.