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07 de Janeiro de 2020 - 15:01

EDITORIAL | Defender os servidores

O ano de 2019 foi histórico para o Sindsep e para os servidores da cidade de São Paulo. Após unificarmos a luta na cidade em 2018, com a greve dos 100 mil, iniciamos 2019 com uma greve geral de 33 dias. Não unificamos somente os sindicatos, mas categorias que nunca haviam lutado juntas. Foram 58 dias se somarmos paralisações e greves do Samu e dos níveis Básico e Médio, que nunca haviam realizado esses movimentos na cidade.

 

 

Fomos referência e somos reconhecidos pelos(as) servidores(as), trabalhadores(as) e sindicatos, sejam os de São Paulo, como de outros estados e municípios. Fizemos isso na hora certa, e é justamente o que se fará necessário em 2020. Unidade no funcionalismo do Brasil inteiro. Portanto, a tarefa é estarmos prontos mais uma vez.

 

Nunca os servidores e os serviços públicos se viram tão ameaçados como agora no Brasil, com Bolsonaro e Paulo Guedes. E na mesma onda, em São Paulo, Bruno Covas e Doria se alinham ao governo Federal para aplicar a retirada de direitos, o desmonte de serviços e a ampliação das terceirizações, que já assolavam a saúde e que agora atingem fortemente a educação.

 

Só sobreviveremos a 2020 se formos todos juntos para as ruas desde o início do ano, com paralisações e greves dos servidores da União, dos estados e municípios.

 

 

Já temos como referência o dia 18 de março, mas devemos ocupar o calendário e o debate eleitoral desse ano, quando os brasileiros escolherão prefeitos e vereadores. Devemos debater com nossos(as) amigos(as) e parentes. Também envolver os movimentos sociais, os(as) estudantes e demais trabalhadores(as). Essa luta não é só nossa. Não é por servidores(as) apenas, mas por serviços de qualidade. É por um Brasil que respeite brasileiros e brasileiras, garanta mais serviços como educação e saúde de qualidade. Que não responsabilize servidores(as) e aposentados(as), ao roubar descaradamente o dinheiro dos nossos impostos para favorecer banqueiros e os mais ricos do país e de fora dele.

 

Se for preciso, estaremos juntos na construção de uma greve geral no país inteiro. Anotem nosso calendário e estejam preparados(as)!

 

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