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03 de Julho de 2018 - 15:07

Greve dos Caminhoneiros deixou Temer de joelhos

Política entreguista prossegue: Brasil vende óleo barato para comprar combustível caro

Os caminhoneiros realizaram uma greve que parou o Brasil no mês de maio. Em parte, contaminada pelo interesse de patrões. A greve revelou uma massa de trabalhadores autônomos com uma reivindicação justa. Área estratégica no Brasil, praticamente toda atividade econômica depende do transporte rodoviário. Além da crise, ficou impossível fazer frete com o preço do diesel diante da política de preços imposta por Pedro Parente na Petrobrás. Parente, que foi responsável pelo apagão elétrico no governo FHC, foi indicado agora pelos tucanos e colocado na presidência da estatal pelo golpista Temer.

 

Dentre a pauta dos caminhoneiros estava a política de redução do preço do diesel. Derrotado pelo movimento que teve apoio de mais de 80% da população, Temer, teve de aceitar a pauta, ainda que não a tenha cumprido na sua totalidade.

 

Na sequência, os petroleiros fizeram uma greve de advertência com uma pauta mais ampla no sentido da defesa dos interesses nacionais. Pediram a redução de preços também da gasolina e do gás de cozinha, a mudança da política de preços e de produção de derivados, além da saída de Pedro Parente.

 

As refinarias da Petrobrás, que produzem os derivados de petróleo são capazes de atender praticamente toda a demanda de combustível para o nosso país. No entanto, Parente reduziu a produção das refinarias em 70% de sua capacidade, obrigando o país a importar combustível, sendo que 80% dessas importações estão nas mãos dos Estados Unidos.

 

Em dois anos o número de importadoras quadruplicou. Hoje vendemos um óleo bruto barato para comprar combustível caro. Parente fez a política entreguista para favorecer o lucro dos investidores, à custa do suor dos brasileiros. Colocou no conselho da Petrobrás representantes das concorrentes estrangeiras. Parente caiu.

 

Mais uma vitória. Mas Temer deve manter a política entreguista. Um projeto aprovado na Câmara e que deve ir para o Senado no segundo semestre, quer entregar para as estrangeiras ainda mais o controle sobre o pré-sal.

 

Aos brasileiros cabe acordar para os motivos reais do golpe. A campanha “O petróleo é dos brasileiros” iniciou. Participe.