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09 de Fevereiro de 2018 - 11:02

GT dos AGPPS

Sindsep apresenta proposta de remuneração para a carreira do nível médio

O Grupo de Trabalho Intersecretarial nomeado pela Prefeitura se reuniu no dia 6 de fevereiro para debater a carreira dos servidores de nível médio (AGPPs e ASTs). Foi discutida a questão da remuneração e durante o debate, os técnicos da prefeitura apresentaram dados que confirmam a defasagem dos salários da carreira de nível médio, com comparativos nas careiras similares em órgãos federais e até mesmo em comparação com a iniciativa privada.

De acordo com os dados apresentados pela prefeitura o salário base na iniciativa privada é de R$ 1800,00, podendo alcançar até R$ 3100,00. Muito distante dos R$920,00 que é o salário padrão inicial na Prefeitura de São Paulo. No governo federal a remuneração inicial está na faixa dos R$ 3249,00, demonstrando como em termos comparativos a prefeitura tem hoje uma das piores carreiras.

As entidades apresentarem a sua proposta de remuneração. Sem uma resposta definitiva do governo se pretende trabalhar com o modelo atual de remuneração ou com o subsídio, o Sindsep apresentou sua proposta consolidada a partir de seminários e reuniões com os trabalhadores AGPPs, conforme a tabela abaixo:

PROPOSTA TABELA SALARIAL - QUADRO Nível Médio

     

Nível

REF

Simulação

Nível I

CAT 1

R$3.540,00

CAT 2

R$3.770,10

CAT 3

R$4.015,16

CAT 4

R$4.276,14

CAT 5

R$4.554,09

CAT 6

R$4.850,11

CAT 7

R$5.165,36

CAT 8

R$5.501,11

CAT 9

R$5.858,68

CAT 10

R$6.239,50

Nível II

CAT 11

R$7.225,35

CAT 12

R$7.695,00

CAT 13

R$8.195,18

CAT 14

R$8.727,86

CAT 15

R$9.295,17

Nível III

CAT 16

R$9.899,36

CAT 17

R$10.542,82

 

A proposta parte do princípio de que a remuneração do nível médio deve ser pelo menos 50% da remuneração do Nível Universitário como referência (engenheiros – último plano de carreira modificado pela prefeitura), com 6,5% entre as categorias assim mantendo a atual estrutura. Deve prezar pela formação e o tempo de casa dos trabalhadores permitindo progressões e promoções que valorizem os servidores e integrem os admitidos na contagem de tempo, confirne proposta entregue pelo sindicato na reunião do dia 22 de janeiro.

Reivindicamos o enquadramento por contagem de tempo de efetivo exercício para os ocupantes de cargos (ativos e aposentados) e, para os admitidos, que ocupam funções, que seja por contagem de tempo como ocorreu em 1994 no quadro de carreira do QPA (antigos ATA).

Apresentamos ainda a exigencia de que para evolução na carreira através de Progressão, o fim da data base e o cumprimento do tempo de efetivo exercício reduzido passando dos 24 meses para 18 meses corrido no mesmo Nível. Já a Promoção seria por avalição de desempenho e por títulos e passaria do N I para o N II com 50 horas de títulos e do N II para N III com 40 horas de títulos mais avaliação de desempenho. Com isso propusemos a ampliçao de mais um nível e de mais duas categorias chegando a 17.

Foi apresentado pelo sindicato uma proposta de valorização, para  que quem tem formação universitária na categoria possa ter saltos entre as categorias e níveis de modo a valorizar a carreira tal como é feito na educação, ocorrendo no N I na categoria 6 e mais de uma vez para aqueles que tivessem dois cursos de graduaçao universitária.

Registradas as propostas de cada entidade, entretanto, os representantes do governo seguiram evitando qualquer tipo de compromisso. Para o governo não se trata de uma mesa de negociação, mas apenas um grupo de trabalho e estudos.

Para o Sindsep esta postura e os ataques do prefeito João Doria à nossa previdência municipal demonstram que é necessária a mais ampla organização dos trabalhadores do nível médio para que através da mobilização conquistemos melhores condições de trabalho e salário. A próxima reunião do GT acontece dia 16 de fevereiro, às 16 horas na Barão de Itapetininga, 163 - 2 andar, participe!