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29 de Abril de 2021 - 14:04

Moção de Apoio ao Sindsep e à Greve na Educação Pela Vida do SindSaúde-SP

O SindSaúde-SP, por meio de sua presidenta, Cleonice Ribeiro, enviou ao Sindsep uma moção de apoio aos profissionais da educação municipal em Greve pela Vida. Os trabalhadores e as trabalhadoras da educação estão em greve desde o dia 10 de fevereiro, lutando em defesa da vida dos trabalhadores, alunos e seus familiares, pois, mesmo após um ano de pandemia, o governo municipal não adequou as escolas para o recebimento dos alunos e força um retorno às atividades presenciais em um momento em que os números de contaminação e mortes estão cada dia mais alarmantes. Seguimos na luta e agradecendo o apoio dos companheiros e companheiras do SindSaúde-SP, é apenas na união da classe trabalhadora que continuaremos tendo força na luta pelos direitos de todas e todos.

Confira abaixo a íntegra do documento ou acesse clicando aqui.


Moção de apoio aos profissionais da educação do município de São Paulo na “Greve pela Vida”

O SindSaúde-SP se dirige aos profissionais da educação da cidade de São Paulo para declarar apoio e solidarizar-se com a greve iniciada em 10/02/2021, uma greve em defesa da vida e por condições de segurança sanitária para o retorno presencial. Apoiamos a luta por ser justa as reivindicações que levam em consideração o descontrole da pandemia provocado pelos governos Bolsonaro, Doria e Covas, com aumento da curva de contaminação e mortes devido à ausência de medidas efetivas para a garantia de segurança sanitária, como testagem RT-PCR, com isolamento e rastreamento, vacina pra todos no SUS, adequações das escolas e recomposição de funcionários, em especial os trabalhadores da limpeza, área fundamental para um ambiente adequado às atividades presenciais. Tal situação configura um risco ao retorno às aulas presenciais para toda comunidade escolar, agravado com o quadro atual com média móvel acima de 3 (três) mil mortes diárias e com os hospitais no limite de atendimento.

Repudiamos a ação do governo municipal contra os trabalhadores e as trabalhadoras que estão lutando para defender a vida de toda comunidade escolar, ao atacar o direito de greve, cortando os salários no momento mais agudo da crise econômica e social. É desumano retirar salários e a subsistência dessas famílias.

A luta desta categoria é legitima e o prefeito Bruno Covas deve abrir uma mesa de negociação urgente para buscar a melhor saída, que passa pelo atendimento das reivindicações, preservando vidas. Dentre elas, o atendimento eficiente às necessidades básicas das famílias.

Basta de mortes! Todo trabalhador e trabalhadora tem o direito de defender a vida e lutar por melhores condições de trabalho.