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10 de Janeiro de 2020 - 10:01

População do Campo Limpo fica sem vacinas após sala de UBS ficar inundada

Funcionários da UBS Vila Praia reclamam da falta de manutenção, mas rejeitam terceirização; Conselho Gestor se reúne na próxima quarta (15), às 10h.
 
 
 
O sucateamento dos serviços de saúde em São Paulo promovido pelo governo Bruno Covas vai prejudicar a população do Campo Limpo que precisar tomar vacina. A intensa chuva que caiu na cidade de São Paulo, entre a tarde de quarta-feira (8) e a madrugada de quinta (9), somada à precariedade da estrutura das unidades de saúde, sem manutenção, inundaram a sala de vacinas da Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Praia - Dr. Vitorio Rolando Boccaletti, no Campo Limpo, zona Sul. 
 
Baldes para conter infiltração na sala
 
 
Conforme registros na UBS, as infiltrações molharam o computador e o refrigerador incapacitando o armazenamento das vacinas, que terão de ser enviadas a uma central da região. Com isso, a unidade não poderá vacinar por prazo indeterminado. Trabalhadores também reclamam sobre a falta de transparência a respeito do plano de reforma prevista para a segunda quinzena deste mês.
 
Goteiras danificam o refrigerador onde são armazenadas as vacinas

 
Histórico da unidade
 
A UBS Vila Praia é um dos 70 serviços de saúde que restaram da administração direta. Com 40 servidores que atuam no atendimento, a unidade abrange uma comunidade com mais de 11 mil cadastrados e é uma das que está em risco de ser terceirizada.
 
 
Sem informações a respeito do projeto de reforma na UBS e do plano de transferência do atendimento para o salão de uma igreja na comunidade, funcionários encaminharam ofício, em 2 de janeiro, questionando a Secretaria Municipal de Saúde. 
 
 
Computador onde são registradas informações sobre vacinas e vacinados
 
 
Eles temem pelos riscos a que população e profissionais serão submetidos em local inadequado. De acordo com um dos servidores, há a suspeita de que após reformada a UBS volte a funcionar sob gestão de uma Organização Social de Saúde.
 
 
Na próxima quarta-feira, 15 de janeiro, 10h, essas questões serão pauta da reunião do Conselho Gestor da UBS Vila Praia.
 
 
Desde agosto de 2018, funcionários vêm denunciando ao Ministério Público o processo de sucateamento do serviço para entrega à uma OSS. Condições insalubres, falta de investimento na estrutura física, falta de concurso público e pressão sobre os trabalhadores que atuam para que acelerem pedido de aposentadoria.
 
 
Fotos: Divulgação