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29 de Novembro de 2019 - 17:11

Representantes Regionais do Sindsep aprovam plano de lutas e manifesto contra desmonte dos serviços públicos

O Conselho de Representantes Regionais (CRR) do Sindsep, em sua última reunião de 2019, na sexta-feira (29), além de realizar um balanço do ano, aprovou o plano de ação unitário em defesa dos serviços públicos nas três esferas, das empresas públicas e estatais, do Brasil e dos/as trabalhadores/as.
 
 
O desmonte das políticas públicas em países governados por representantes do neoliberalismo, como Chile, refletem o futuro em nosso país e os desafios que os servidores municipais têm neste próximo período, conforme citaram em suas falas, Luba Melo (secretária de Mulheres Trabalhadoras) e Antonio Carlos (secretário-geral), que compuseram a mesa de abertura, ao lado do presidente do Sindsep, Sérgio Antiqueira.
 
 
Ao relembrar o processo de golpe contra o governo Dilma Rousseff, em 2016, Antiqueira fez uma retrospectiva de 2017, com a campanha "São Paulo não está à venda" frente à política de privatização de João Doria e da grande greve dos 100 mil, em 2018, que derrotou o prefeito Doria. 
 
 
Em 2019, um ano intenso de luta de classes, marcado por três greves, começando pela luta contra a reforma da Previdência que parou os serviços públicos por 33 dias, o Sindsep jogou um papel histórico na unificação dos servidores. Em seguida, o Sindsep deflagrou a greve do SAMU contra o desmonte do plano de reestruturação do prefeito Bruno Covas e fechou 2019 com a luta pela valorização dos servidores do nível Básico (Agentes de Apoio) e Médio (Assistentes de Gestão de Políticas Públicas e Assistentes de Suporte Técnico) que pela primeira vez realizaram uma greve.
 
 
“Mas o ataque agora não se restringe às lutas isoladas da assistência, saúde e educação, portanto temos que somar as lutas, fazer uma luta de resistência, pois o governo com a Medida Provisória 905 e essas PEC 186, 187 e 188, quer acabar com os servidores públicos federal, estadual e municipal”, alertou o dirigente.
 
 
Diante desse contexto, a direção do Sindsep, em conjunto com o CRR, aprovou não apenas fortalecer as lutas do funcionalismo público de outras esferas, como detalhar o ajuste fiscal do ministro Paulo Guedes do governo Bolsonaro.
 
 
Convidado para dar essa contribuição, José Silvestre Prado de Oliveira, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresentou em palestra as reformas, o desmonte da Constituição Federal de 1988 e a destruição dos direitos sociais.

 

Antiqueira também leu o Manifesto “Em defesa dos serviços públicos para a população trabalhadora, dos direitos dos trabalhadores e contra as privatizações”, que denuncia a ameaça de estabilidade do servidor público, redução de salários, privatizações de empresas públicas e estatais, além das perdas de direitos sociais. O texto também conclama à mobilização.

 

A plenária foi encerrada com a leitura, discussão e aprovação do plano de ação unitário, resultado da Plenária Nacional das centrais sindicais em Brasília. Os membros do Conselho de Representantes Regionais presentes incluíram no documento, que será levado para outras instâncias, a construção de greve geral em 2020. 

 

Ainda neste mês de dezembro, o Sindsep participa e realiza mobilizações contra o desmonte das políticas públicas e serviços públicos, conforme o calendário abaixo:

 
Calendário de mobilizações:
 

3.12 | 14h  Sindsep se somará ao ato dos trabalhadores e trabalhadoras contra a Reforma da Previdência do governo Doria, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

 

5.12 ADIADA | Será remarcada uma nova data de atividade contra a MP 905, as PEC 186, 187 e 188, e o Pacote de ajustes do ministro Paulo Guedes. O calendário de lutas está sendo construído conjuntamente com as centrais sindicais .

 

9.12 | 15h Frente Única Contra o Sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS) realiza reunião no Sindsep para organizar a luta contra o desmonte da saúde.

 

13.12 | Proposta de encontro entre RSU e plenária da saúde.

 
 
2020
 
31.01 | Início do calendário de lutas na cidade
 
12.02 | Construção de atividade em Brasília contra o governo Bolsonaro e as PECs
 
08.03 | Fortalecimento das ações do Dia Internacional da Mulher
 
18.03 | Dia nacional de paralisações, mobilização, protestos e greves.