Notícias

03 de Outubro de 2019 - 09:10

Trabalhadores e trabalhadoras LGBT são especialmente vulneráveis ao assédio sexual!

O Congresso de Sindicatos dos Trabalhadores do Reino Unido, publicou neste ano (2019) um relatório sobre o assédio sexual vivido por trabalhadoras e trabalhadores LGBT.

 

O mesmo Congresso já havia publicado um relatório sobre assédio sexual no trabalho em 2016, identificando que uma em cada duas mulheres já havia passado por alguma situação de assédio sexual e quase um quarto das respondentes havia sido tocada sem seu consentimento. Identificou, ainda, que quanto mais jovens e quanto mais precários os vínculos de trabalho, maior o índice de experiência de assédio sexual.

 

No relatório mais recente, destacam-se alguns dados especialmente alarmantes:

 

 

- 68% das trabalhadoras e trabalhadores LGBT sofreram assédio sexual no trabalho;

 

- Uma a cada oito trabalhadoras LGBT foi estuprada ou gravemente assediada no trabalho;

 

- Um a cada cinco homens bissexuais e uma a cada cinco mulheres bissexuais sofreram abuso sexual no trabalho;

 

- Uma a cada cinco mulheres trans sofreram estupro no trabalho;

 

- Mulheres LGBT negras ou de minorias étnicas tinham mais que o dobro de relatos de abuso sexual no trabalho;

 

Outra situação que merece destaque é a diferença que ser sindicalizado faz quando se trata de denunciar o assédio sexual. Trabalhadores sindicalizados denunciam o assédio com mais frequência (32% comparado a 22% de trabalhadores não-sindicalizados) e tem mais resultados positivos quando o fazem (17% comparado a 8%).

 

Apesar disso, o número de denúncias segue bastante baixo. Tanto no relatório de 2016 quanto no relatório de 2019, o medo de falar sobre o ocorrido se faz bastante presente, especialmente porque a pessoa que faz a denúncia tende a ser estigmatizada ou ridicularizada, prática que precisa mudar se quisermos ambientes de trabalho saudáveis.

 

O Congresso de Sindicatos de Trabalhadores do Reino Unido recomenda que, por sua especial vulnerabilidade a essa forma de violência, as campanhas preventivas dos sindicatos sempre incluam a discussão sobre o assédio sexual de pessoas LGBT. A campanha do Sindsep, “A Política é Pública, Meu Corpo Não”, tem tomado esse cuidado desde sua origem, procurando promover uma prevenção efetiva.

 

Você já respondeu o levantamento que o Sindicato está fazendo sobre assédio sexual na Prefeitura de São Paulo? Caso não tenha respondido ainda, clique aqui e responda.

 

Os resultados serão discutidos no seminário da campanha, que ocorrerá no dia 29 de outubro, no auditório do Sindsep.  Não esqueça de se inscrever! Ligue em 2129-2999 ou pelo link: https://sindsep-sp.org.br/cursos/seminario-a-politica-e-publica-meu-corpo-nao-combate-ao-assedio-sexual-na-pmsp