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23 de Dezembro de 2020 - 17:12

Vereadores garantem o Natal de Covas, vice e secretários; Servidores vão intensificar a luta por reajuste salarial em 2021

Aumento salarial de Bruno Covas, Ricardo Nunes, vice-prefeito, e secretários é uma afronta aos servidores públicos que há anos amargam o 0,01%; Enquanto os munícipes de São Paulo enfrentam os problemas da Covid-19, prefeito, vice e secretários passarão a receber mais de R$30 mil

Foi aprovado em segunda instância o aumento salarial de Bruno Covas, o vice-prefeito e seus secretários. Os vereadores da capital deram de presente para Covas um gordo aumento salarial, enquanto a cidade sofre com as consequências e o descaso da administração com a saúde pública durante a pandemia de coronavírus.

O Sindsep repudia veementemente este aumento descabido e buscará de todas as formas possíveis que isto seja barrado. Estamos, neste momento, buscando as medidas judiciais cabíveis após a sanção do PL por parte do Prefeito e pedindo que os servidores somem forças na luta. Não podemos aceitar esta afronta!

O Projeto de lei concede um reajuste do salário do Prefeito, passando de um salário de R$ 24.175,55 para R$ 35.462,00. O vice-prefeito e secretários municipais também terão reajuste. O salário do vice-prefeito eleito, Ricardo Nunes (MDB), que participou da votação, será de R$ 31.915,80 (hoje, é R$ 21,7 mil). Já o salário dos secretários municipais subirá de R$ 19.340,40 para R$ 30.142,70, um porcentual de reajuste de 55%. O aumento passa a valer em 2022 por conta da lei federal complementar 173/2020 que proíbe reajustes salariais até o fim de 2021.

Tal operação foi uma negociata onde os apoiadores do Prefeito Bruno Covas incluíram num projeto de 2018 que tratava do reajuste salarial dos funcionários do legislativo municipal e do Tribunal de Contas do Município de 2,8%, emendando um antigo projeto de lei de 2018 como "cavalo" para reajustar o salário prefeito.  Com esse reajuste o teto salarial municipal será alterado e todos que que recebem pelo teto também terão salários "reajustados", o chamado efeito cascata. Isso vale para servidores de altos salários e cargos comissionados.





Vejam os vereadores que votaram contra a cidade de São Paulo


Reajuste para prefeito, miséria para trabalhadoras/es do serviço público

Nenhum estudo foi realizado para justificar esse reajuste do prefeito. O texto sequer foi debatido. Apenas votado. O argumento único foi o de reposição da inflação desde 2012. As trabalhadoras e trabalhadores do serviço público municipal de São Paulo tiveram as mesmas perdas salariais alegadas pelo prefeito. Ano após ano, recebendo destes prefeitos o "aumento" de 0,01% de reajuste salarial.

O funcionalismo municipal de São Paulo trabalha duro no atendimento à população de nossa cidade. Milhares de servidores que trabalham na linha de frente da pandemia, salvando vidas e cuidando da população. Sendo contaminados e dezenas morreram durante o trabalho.

O custo de vida salta a galope nas prateleiras dos supermercados e no valor dos aluguéis. Todos os servidores sabem bem o peso da falta de recuperação das perdas salariais.

O que fazer? É urgente mudar a lei salarial do funcionalismo (0,01%)!

Este aumento salarial do prefeito, vice e do secretariado é um absurdo. A situação exige de todo funcionalismo a responsabilidade e consciência que só nossa ação coletiva e organizada poderá mudar a situação exigindo uma lei que garanta o reconhecimento do valor de nosso trabalho. Só a luta dos trabalhadores do serviço público municipal poderá forçar o governo a nos dar valor. Vamos reunir em cada local de trabalho para preparar uma grande campanha salarial: unidade por unidade, local por local, para exigir uma verdadeira valorização salarial.

Juntos podemos enfrentar esse prefeito que reajusta o próprio salário e condena os servidores ao caminho da desvalorização e desrespeito.