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05 de Abril de 2018 - 11:04

Vitória histórica de todos os servidores municipais de São Paulo

A greve dos 100 mil servidores é um marco em toda história de luta da Categoria. Entidades de todo município e trabalhadores de todas as áreas da Prefeitura se reuniram contra o PL do Extermínio de João Doria!

 Um exemplo de luta, união, mobilização e garra! Foram 20 dias de greve, 20 dias visitando unidades, locais de trabalho, realizando panfl­etagens, conscientizando os servidores e a população da importância do funcionalismo e da luta.

Servidores ativos, aposentados, dirigentes sindicais, representantes de unidades, todos unidos com um único objetivo. Derrotamos por hora o PL de Doria, mas não podemos nos desmobilizar, é importante nos mantermos alerta para barrar de vez este projeto! Vamos juntos construir os próximos passos.

Parabéns servidores municipais de São Paulo!

 

A MAIOR GREVE DO FUNCIONALISMO MUNICIPAL BARROU A REFORMA DA PREVIDÊNCIA DE DORIA

 100 MIL SERVIDORES NA RUA MOSTRARAM A FORÇA DA MOBILIZAÇÃO E RESISTÊNCIA

 

O Sindsep convoca os servidores para Assembleia no dia 18 de abril, às 16 horas no Centro de Formação, para avaliar a GREVE e discutir os rumos da mobilização no próximo período. Ganhamos uma batalha importante, temos 120 dias com o PL parado na Câmara para construir e implementar novas estratégias de enfrentamento. É de extrema importância a presença de todos!

A maior greve do funcionalismo municipal levou mais de 100 mil servidores às ruas. Foram 20 dias de greve, mas as mobilizações contra o PL 621/16 (PL do Extermínio) tiveram início muito antes.

Já no final de 2017 o Sindsep chamou assembleia para 17 de janeiro que decidiu ir para a Câmara no dia 1° de fevereiro receber os Vereadores e o Prefeito e buscar unidade no Fórum de Entidades. Joao Doria desistiu de sua visita à Câmara, no primeiro dia do ano parlamentar, diante das centenas de servidores convocados pelo Sindsep que lotaram a galeria e o Plenarinho externo, já com a presença das entidades. Também a assembleia de janeiro decidiu pela paralisação e ato na Prefeitura contra o PL de Doria, no mesmo dia apontado pela CUT como dia nacional de mobilizações contra a reforma da previdência de Temer, 19 de fevereiro.

Assim se iniciou o movimento que entrará para a história da cidade. Em assembleia realizada na Praça do Patriarca, no Dia Nacional de Luta (19/02) a categoria decidiu entrar em GREVE a partir do dia 8 de março, com calendário construído conjuntamente com a educação e unidade dos servidores. O mês de março foi marcado por inúmeras manifestações, em frente à Prefeitura e a Câmara Municipal, todas com o objetivo de barrar a Reforma da Previdência municipal.

As Entidades do fórum foram aderindo ao calendário, pois entenderam que a única força capaz de barrar Doria seria a força da classe trabalhadora. Passeatas, caminhões de som, entidades alinhadas e as ruas da cidade lotadas demonstrando ao Prefeito nossa força e à população a gravidade do PL contra o funcionalismo e os serviços prestados aos munícipes. Ativos e aposentados, de todas as categorias do funcionalismo travaram uma batalha incansável contra o governo e os vereadores que o apoiavam. Mantivemos mais 100 mil nas ruas durante a greve.

Os servidores de São Paulo deram aula de luta, mobilização e resistência. Nem mesmo as agressões, o gás de pimenta, o gás lacrimogênio, as balas de borracha, nada disso foi páreo para desmobilizar os servidores que acreditam na luta. Pelo contrário. E com a pressão das ruas, o governo foi perdendo apoio pouco a pouco, até não ter mais condições de aprovar seu projeto. Doria não tinha mais nem 22 dos 28 votos necessários quando foi para a TV e blefou. E foi isso que, no dia 27 de março, levou o Presidente da Câmara, Milton Leite, anunciar a suspensão do PL por 120 dias.

Vitória! Parabéns a todos os servidores da cidade de São Paulo que se uniram para vencer essa importante batalha que tem uma dimensão e repercussão nacional, diante de tantos retrocessos sofridos pelos trabalhadores no Brasil!

 A luta é contínua. Todos atentos e unidos contra qualquer novo ataque.

Nenhum direito a menos!