Saúde do Trabalhador

01 de Setembro de 2021 - 14:09

CRST André Grabois (Sé) permanece, graças à mobilização de trabalhadores, usuários e Sindsep

Secretaria Municipal de Saúde disse que a ameaça de retirada do serviço, que funciona no prédio na Santa Cecília, não passou de um mal entendido. Na próxima reunião do CG será discutida a precarização do atendimento do CRST pela falta de funcionários.

Graças à intervenção do Sindsep e mobilização de conselheiros, representantes de usuários e trabalhadores dos centros de referência em Saúde do Trabalhador (CRST) e outros serviços de saúde, foi barrada a ameaça de retirada do CRST André Grabois (Sé), do quinto andar do prédio na Rua Frederico Alvarenga, na Santa Cecília. A denúncia foi feita na terça (31/08), após a visita surpresa de engenheiros ao local, onde foi dito informalmente que ali seria implantado um ambulatório odontológico. Durante a reunião do Conselho Gestor do CRST Sé, nesta manhã (1º/09), a conversa mudou e a Secretaria Municipal de Saúde disse que tudo não passou de um mal entendido.
 
A confirmação foi feita pela coordenadora regional de Saúde Centro, Paulete Secco Zular, e o supervisor técnico de saúde (STS), Marcos Broitman, durante reunião do Conselho Gestor do serviço, que contou também com a participação do coordenador da Divisão de Vigilância em Saúde do Trabalhador (DVISAT) da Covisa, Mario Rubens Amaral de Jesus.
 
“Trabalhadores e usuários dos CRSTs de Santo Amaro, Mooca, Lapa e de outros serviços de saúde compareceram em peso na reunião virtual pra dar apoio aos trabalhadores da unidade Sé. Logo no início da reunião, o diretor do CRST Sé disse que houve um engano, o que foi confirmado pela coordenadora da Região Centro. Os representantes da SMS disseram que os engenheiros estiveram no quinto andar pra olhar, mas se enganaram de andar, no prédio que está passando por reformas. Segundo eles, o ambulatório odontológico será implantado no quarto andar”, relatou a conselheira pelo Sindsep, Ana Rosa Costa.
 
A representante do Sindsep frisou que isso estava causando insegurança nos trabalhadores do CRST para realizar o atendimento que demanda tranquilidade. “Pedimos que a informação fosse então registrada em ata e em ofício da CRSC, para garantir tranquilidade aos trabalhadores que volta e meia são surpreendidos com uma ameaça de mudança em seu local de trabalho, assim como a regularização do livro de atas e lista de presença”, disse, ao lembrar das outras situações de alteração no espaço. Essa é a terceira vez que o serviço é ameaçado de transferência.
 
Os representantes da Secretaria Municipal de Saúde se comprometeram a providenciar as solicitações. 
 
Durante a reunião, os servidores de quatro dos seis CRSTs que existem na cidade levantaram problemas no atendimento das unidades, em razão da precariedade nas instalações e falta de funcionários. Exatamente num momento que demanda o fortalecimento do cuidado com a saúde do trabalhador, é preciso investir nos serviços que promovem ações para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador, por meio da prevenção e vigilância. 
 
O coordenador da DVISAT pediu que todos os CRSTs fizessem um relatório pontuando os problemas e necessidades. “A falta de RH é a pauta da próxima reunião do Conselho Gestor do CRST Centro, no dia 11 de setembro”, acrescentou a conselheira do Sindsep.