Saúde

01 de Novembro de 2019 - 17:11

11º Seminário dos Trabalhadores da Saúde do Sindsep tem como foco o combate aos ataques a saúde pública

Sindsep realiza o 11º Seminário dos Trabalhadores da Saúde, nesta quinta-feira, 31 de outubro e na sexta-feira, 1º de novembro. O primeiro dia contou com uma mesa de abertura composta pela secretária dos trabalhadores da Saúde do Sindsep, Lourdes Estevão, o presidente Sergio Antiqueira, o secretário de Mobilização da CUT-SP, João Batista Gomes, Luciano Nascimento da Fetam e Suely Levy do Conselho Municipal de Saúde. Todos saudaram os presentes e desejaram um bom seminário, além de falar sobre a conjuntura atual em que se encontra o país e a saúde pública.

 

A primeira mesa que teve como tema “Os ataques ao estado democrático de direito e a perspectiva da seguridade social do SUS no Brasil”, foi coordenada por Lourdes Estevão e Roberto Alves, dirigentes do Sindsep. Um dos palestrantes foi Clemente Ganz do Diesse que trouxe para o debate a reforma tributária e os desmontes que a saúde vem sofrendo ao longo dos anos. Áquilas Mendes, professor da USP, falou sobre o financiamento da seguridade social e da saúde no Brasil, a dimensão da crise capitalista na saúde, como também sobre a redução de direitos e com isso menos saúde pública.

 

No período a segunda mesa teve como tema “As consequências da desestruturação da prevenção aos agravos e da promoção à saúde”, foi coordenada pelas dirigentes do Sindsep, Laudicéia Reis e Lucianne Tahan. Ligia Bahia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, palestrou sobre as consequências da desestruturação da prevenção aos agravos e promoção a saúde, e da presença das OSs no SUS. Rafaella Alves, que trabalha na Covisa, falou sobre a desestruturação da vigilância em saúde da cidade de São Paulo e relatou as principais dificuldades enfrentadas pelos servidores deste departamento.

 

2º dia de seminário

A mesa que teve como tema “o caos na área de urgência e emergência do município de São Paulo”, foi coordenada pelos dirigentes do Sindsep, Lourdes Estevão e Ejivaldo do Espírito Santo. O primeiro palestrante João Antonio Ferreira, servidor da Câmara Municipal de São Paulo, trouxe dados sobre os hospitais, AMAS e UBS que estão sobre gestão da administração direta e as que estão nas mãos de OSs, além de explicar como o governo pretende acabar com a saúde pública transferindo todas as unidades para as organizações sociais e da luta que precisamos fazer para segurar o que ainda temos na administração direta. Já Laélcio dos Santos, médico socorrista do SAMU, apresentou o caos na área de urgência e emergência do município de São Paulo, falando sobre como surgiu o atendimento pré-hospitalar no mundo, no Brasil, no Estado de São Paulo e por fim na cidade. De como foi se construindo esse atendimento na cidade de São Paulo e de como esta hoje, com a desativação de todas as bases modulares.

 

Após a mesa foi realizada uma assembleia com os trabalhadores da saúde presente no seminário, para falar dos problemas que a saúde na cidade de São Paulo vem passando, sobre a criação da Frente Única Contra o Sucateamento da Saúde Pública e do Grande ato contra as terceirizações na saúde pública municipal de São Paulo. Foi votado pela grande maioria a participação dos trabalhadores da saúde no ato neste dia 6 de novembro, às 14 horas em frente a Secretária Municipal de Saúde.

 

No período da tarde foi realizada a mesa de tema “controle social no SUS e participação dos trabalhadores da saúde”, coordenada pelos dirigentes do Sindsep, Maria de Lourdes (Lurdinha) e Alexandre Giannecchini. O palestrante Jorge Harada do Cosems/SP, abordou o SUS, Democracia e Saúde. A saúde como direito de cidadania, as bases legais do SUS com a Constituição de 1988, de como era o acesso a saúde antes do SUS e sua consolidação. Já Leandro de Oliveira do Conselho Municipal de Saúde, falou sobre os desafios no diálogo entre o Conselho Municipal e Conselhos Gestores e sobre sua trajetória dentro da saúde pública ainda no período da ditadura e a luta no meio sindical.