Saúde

28 de Janeiro de 2014 - 12:01

A PAUTA DOS TRABALHADORES DA SAÚDE SERÁ IMPOSTA PELA MOBILIZAÇÃO

Certo mesmo é que o trabalhador público não pode ficar parado, precisamos de muita mobilização, pois governo é como feijão, só funciona sob pressão!

Durante todos estes anos, nossas lutas, nossas pautas e nossa presença em locais de trabalho e nas ruas (com e muitos atos e mobilizações) foram permanentes. 2014 não será diferente e já começou a todo o vapor. Vejam os desafios que se apresentam!

O governo permanece “estudando” a valorização das tabelas salariais, ainda mais após ter sido impedido de aumentar o IPTU, o que gerará uma perda direta de R$ 800 milhões para o município. Por outro lado, o governo afirma que a área da saúde e da educação não serão afetadas por cortes no orçamento, assim como manteve, nas mesas de negociação, o compromisso de manter a revalorização das tabelas da saúde para a data base de maio de 2014.

Respondendo as pressões dos trabalhadores e dos movimentos populares e sociais, concursos públicos foram abertos para Autarquia Hospitalar Municipal (AHM) e para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), assim como o Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) está chamando profissionais que prestaram concursos anteriores (concursos ainda em aberto ou validados). Todavia, mesmo que as milhares de vagas abertas sejam preenchida, a atual Taxa de Lotação de Pessoal (TLP) não será totalmente preenchida deixando a saúde pública municipal ainda desassistida. Vale lembrar que as vagas abertas não são preenchidas devido os salários defasados praticados pela administração pública municipal.

A prefeitura afirma que está buscando um novo modelo de contrato de gestão com as OSs para corrigir erros do atual modelo de terceirização – como falta de transparência no uso do dinheiro público –, que tal novo modelo contemplará territorialmente as unidades de saúde por supervisão de saúde, com um período de vigência de 60 meses. O Sindsep não concorda com o longo tempo de vigência dos contratos, assim como acredita que não basta melhorar os contratos de gestão, mas sim, há que se acabar com esse tipo gestão terceirizada, rumo a um serviço 100% público.

Neste cenário, certo mesmo é que o trabalhador público não pode ficar parado, precisamos de muita mobilização, pois governo é como feijão, só funciona sob pressão. Pensando nisso, o Sindsep está articulando Coletivos Setoriais para debater, construir pautas, prioridades e encaminhar as questões específicas de cada segmento de trabalhadores para a negociação nas mesas setoriais do SINP e outras ações coletivas.

Os coletivos de saúde terão sua primeira reunião no dia 29 de Janeiro, às 15h00 no Centro de Formação 18 de Agosto (Rua Barão de Itapetininga, 163 – 2º andar - República). Em tal dia, tiraremos as datas para os diferentes coletivos da saúde (Covisa, SAMU, AHM, HSPM, e Zoonozes, UBS, Ambulatórios, etc.), articularemos as estratégias de mobilização para tais coletivos. Esse é um importante momento de reorganização da categoria para que consigamos avançar rumo a um serviço público de qualidade para a população e que valorize as tabelas salariais, as carreiras e promova condições decentes de serviço para os trabalhadores públicos. Participe e convoque seus companheiros!!!